A esta altura, é preciso recordar que a chamada terceira revolução industrial aponta para a globalização da sociedade e da economia global, mas, aponta, também, para suas contra-faces: a fragmentação e a exclusão em nível planetário, desenvolvendo três processos simultâneos e interagentes.
O Primeiro busca a internacionalização do território e o enfraquecimento da soberania nacional. A generalização das trocas de produtos materiais ou culturais parece aproximar todos os lugares em um processo de globalização geográfica.
O Segundo demostra que a economia multipolar (ou economia dos grandes blocos), as questões ecológicas, a União Européia e o NAFTA, a desunião e os antagonismos entre as repúblicas do bloco ex-soviético, os crescentes confrontos Norte-Sul (como no caso das migrações), se bem que relacionados ao processo de globalização em uma escala, apontam para um processo de fragmentação, reforçado pelas reivindicações etno-regionais que evidenciam, cada uma à sua maneira, identidades coletivas em busca da autonomia.
Um outro processo, interligado aos anteriores, é o de exclusão. A mundialização da economia (ou globalização), ao mesmo tempo que abre caminho para a unificação de um parte da humanidade, leva à pobreza a maior parte dos habitantes da Terra. Além dos que são excluídos da cidadania pelo sistema, estão aqueles que são deixados de lado em virtude de sua origem étnica, além de suas entidades culturais e, até mesmo, de acordo com o sexo. Por esses motivos, a metade pobre do RS, deverá buscar o seu espaço, a sua boa relação e seus avanços no mercado de trabalho. Correndo o risco de esvaziar-se3 no seu empobrecimento de Identidade e de Cidadania na atual fase do capitalismo. Para que tais como cristãos e bárbaros ressurga das cinzas, que outrora foi o celeiro do Brasil.
Se compararmos o nosso peão cam-p0peiro da campanha gaúcha e o ex-escravo no nordeste, vamos encontrar algo de semelhante, qual seja:ambos perderam sua identidade. Macanudo Taurino, que é uma figura criada pelo chargista Santiago, e que conta a vida do peão comum da região da campanha, reagindo frente às coisas do mundo moderno, reclama a sua identidade perdida. Podemos ainda fazer algumas comparações entre o velho e o novo nordeste (novo sub entendem-se pela campanha gaúcha). Os Portugueses que vinham para o Brasil recebiam do governo da corte grandes extensões de terras para serem cultivadas. Foi aí que surgiram os latifúndios de cana-de-açúcar no nordeste e o da carne (gado,ovelha) no sul. Fundamentados e impulsionados no processo histórico pelas facilidades climáticas, relevo etc. O trabalho era feito pelo escravgo, tanto no engenho como na charqueada. O açúcar-de-cana era produzido, também, no Brasil e era levado para a zona de mineração e, mais tarde a carne enlatada, também, era levada para a Europa.
A produção e a venda dessas mercadorias davam grandes lucros. No entanto, esses lucros não beneficiavam a maioria da população, pois ficavam apenas com os senhores de engenho ou com os grandes fazendeiros, que eram os donos de tudo, assim, desde o início deste processo colonizadores formaram-se dois grupos sociais bem diferentes: o dos ricos e o da maioria pobre da população.
Por não receberem ou receberem muito pouco pagamento pelo trabalho que faziam, os escravos e os peões não tinham dinheiro e , por isso, não podiam comprar nada. Não havendo consumidores, os senhores de engenho e os fazendeiros não aplicavam seus lucros em outras atividades econômicas, pois não tinham para quem vender os produtos que viessem a produzir. Eles gastavam seu dinheiro comprando na Europa ou nas capitais estaduais tudo aquilo de que precisavam. Portanto, a cana-de-açúcar e o charque não permitiram o desenvolvimento do Brasil ou da campanha gaúcha, mas apenas o enriquecimento dos grandes propietários de terras.
terça-feira, 28 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Sobre nós etc & tal. (Parte II - B)
Muitas vezes estes jovens percorrem o caminho do gado, que transfere desde a muito tempo, o espaço urbano e rural do município para outra interação regional de demanda.
Ao atender os interesses capitalistas externos e internos acontece modificações das relações de produção no campo, dificultando o acesso à terra, e incrementando a migração e o êxodo rural.
Esta falta de pessoal capacitado não atrai capital para o setor primário e não gera renda agropecuária significativa, e dessa forma acelera o êxodo rural em seu segundo estágio que é a vinda para a cidade e desta para outra de maior porte.
A falta de urbanização e de mão-de-obra capacitada é o principal fator de transformação do capital agropecuário para o industrial.
Após criarem a figura do gaúcho do "Pampa", da campanha; fronteira com o Uruguai, nos anos das políticas positivistas, delimitaram sua área de atuação, numa região de entre rios (Jacui no RS e Rio Negro no Uruguai). Atualmente, nós , numa dita fronteira que com o processo de globalização, não sei, até quando esta fronteira continuara como está, visto que é necessário já uma rediscussão a respeito do que é fronteira atualmente, e onde está nossa identidade, se no Brasil, no Uruguai ou entre os dois países. Visto que entre os dois países as identidades gauchescas de língua, costumes culturais e econômicas são idênticas na pobreza (a metade de sul do RS e o norte do Uruguai)
A raça está jogando o jogo das cadeiras. Se você nunca jogou o jogo das cadeiras, explico: Começa-se com doze pessoas e onze cadeiras. As cadeiras são colocadas em círculo. Uma música e os jogadores caminham ao redor das cadeiras até que de súbito, a música pára. Então, todos tentam sentar, mas é claro, sempre fica um sobrando. Quem fica parado, fica fora do jogo e os demais seguem jogando com uma cadeira a menos.
No jogo global das cadeiras, há mais jogadores que países. Quando começa a música, os jogadores vão ao redor do mundo e quando pára a música, alguns ficam sobrando. Por exemplo Os Curdos (que ficam entre o Iraque, Irão e Turquia); os Palestinos (que estão entre Israel, Egito e Jordânia); e por que não dizer daqui uns anos os Gaúchos (que ficaram entre o Brasil, Uruguai e Argentina).
Há gente que acaba apátrida, e alguns até acabam em melhores situações. Muitos imigrantes se sentem fora do lugar em novos lares. Normalmente adaptar-se leva uma geração. E, às vezes, sua nova terra não quer que eles se adaptem.
Tem gente que fala: No futuro não haverá países. E outros contestam: Não é verdade. O número de países dobrará.
O primeiro fala: O passo acelerado das migrações, dos mercados comuns, da globalização New Liberal, junto com os avanços nos transportes e comunicações fazem com que as divisões artificiais e arbitrárias que chamamos "fronteiras" vão desaparecer.
O segundo contesta: O ressurgimento do Nacionalismo está criando novas fronteiras e novos espaços. E as pessoas não estão preparadas para mudanças bruscas. Ao invés de irem para a frente, voltam para atrás querendo recuperar 50 anos de História perdida.
Talvez ao olhar para trás, para a herança perdida, na verdade estejam olhando para frente. Talvez haja uma explosão de países. Cada região cultural terá, pelo menos, um. E, eventualmente, haverá tantos e serão tão pequenos que não parecerão países. Haverá muitos e serão micro-poderes.
E, nesse mundo de micro-poderes, ao invés de estarmos separados ou unidos pela geografia, etnogenia ou pela cor da nossa pele, estaremos undidos por culturas. Às vezes, serão culturas tradicionais (unidos por idiomas e religião) e às vezes serão culturas menos tradicionais (unidos por gestos, músicas ou por computadores)Ou pela água?. Não se formarão alianças baseadas na nacionalidade. As alianças se formarão baseadas em coisas que nos importam pessoalmente. É o personalismo do capitalismo dentro do nacionalismo.
Os cristãos foram excluidos do Império Romano, os bárbaros também, foram excluidos. Porém, conseguiram transformar as sociedades forjando novas relações e inserindo-se nelas como cidadãos plenos. Até quando os trabalhadores da nossa região serão exluidos pelo sistema imposto da sua cidadania?
O desequilibrio social, atualmente é tão grande (metade da população é de pobres e um terço é de miseráveis), que afetará a construção da nacionalidade e, ao se ampliar a distância entre ricos e pobres, estará, também, bloqueando o desenvolvimento da cidadania; os sentimentos de identidade, igualdade e solidariedade que devariam ser compartilhados pelos membros de uma nação, com base no passado (heróis, mitos e positivismos). Vão resultar numa generalizada perspectiva, nesta ordem:primeiro, o empobrecimento;segundo, a exclusão (migração); terceiro, a explosão de ressentimento; e quarto a violência e a desordem social vão tomar conta.
Nesta descriminação social, entre ricos e pobres, afeta, ainda, a retomada do crescimento econômico, já que a pobreza bloqueia os avanços da terceira revolução industrial, o baixo grau de instrução da população dificulta a difusão das novas tecnologias; a enorme massa de excluídos não favorece a ampliação da produção e do consumo; a exclusão leva ao desinteresse e a pequena participação dos trabalhadores nos seus mercados de negociações da venda de seu produto, ou seja, a venda da mão-de-obra pelos seus sindicatos. Atualmente, e pela automação em grande escala, produto reflexo da globalização da 3ª Revolução Industrial, a mão-de-obra barata do sul do RS, ficou sem relevância e não terá comprador.
Ao atender os interesses capitalistas externos e internos acontece modificações das relações de produção no campo, dificultando o acesso à terra, e incrementando a migração e o êxodo rural.
Esta falta de pessoal capacitado não atrai capital para o setor primário e não gera renda agropecuária significativa, e dessa forma acelera o êxodo rural em seu segundo estágio que é a vinda para a cidade e desta para outra de maior porte.
A falta de urbanização e de mão-de-obra capacitada é o principal fator de transformação do capital agropecuário para o industrial.
Após criarem a figura do gaúcho do "Pampa", da campanha; fronteira com o Uruguai, nos anos das políticas positivistas, delimitaram sua área de atuação, numa região de entre rios (Jacui no RS e Rio Negro no Uruguai). Atualmente, nós , numa dita fronteira que com o processo de globalização, não sei, até quando esta fronteira continuara como está, visto que é necessário já uma rediscussão a respeito do que é fronteira atualmente, e onde está nossa identidade, se no Brasil, no Uruguai ou entre os dois países. Visto que entre os dois países as identidades gauchescas de língua, costumes culturais e econômicas são idênticas na pobreza (a metade de sul do RS e o norte do Uruguai)
A raça está jogando o jogo das cadeiras. Se você nunca jogou o jogo das cadeiras, explico: Começa-se com doze pessoas e onze cadeiras. As cadeiras são colocadas em círculo. Uma música e os jogadores caminham ao redor das cadeiras até que de súbito, a música pára. Então, todos tentam sentar, mas é claro, sempre fica um sobrando. Quem fica parado, fica fora do jogo e os demais seguem jogando com uma cadeira a menos.
No jogo global das cadeiras, há mais jogadores que países. Quando começa a música, os jogadores vão ao redor do mundo e quando pára a música, alguns ficam sobrando. Por exemplo Os Curdos (que ficam entre o Iraque, Irão e Turquia); os Palestinos (que estão entre Israel, Egito e Jordânia); e por que não dizer daqui uns anos os Gaúchos (que ficaram entre o Brasil, Uruguai e Argentina).
Há gente que acaba apátrida, e alguns até acabam em melhores situações. Muitos imigrantes se sentem fora do lugar em novos lares. Normalmente adaptar-se leva uma geração. E, às vezes, sua nova terra não quer que eles se adaptem.
Tem gente que fala: No futuro não haverá países. E outros contestam: Não é verdade. O número de países dobrará.
O primeiro fala: O passo acelerado das migrações, dos mercados comuns, da globalização New Liberal, junto com os avanços nos transportes e comunicações fazem com que as divisões artificiais e arbitrárias que chamamos "fronteiras" vão desaparecer.
O segundo contesta: O ressurgimento do Nacionalismo está criando novas fronteiras e novos espaços. E as pessoas não estão preparadas para mudanças bruscas. Ao invés de irem para a frente, voltam para atrás querendo recuperar 50 anos de História perdida.
Talvez ao olhar para trás, para a herança perdida, na verdade estejam olhando para frente. Talvez haja uma explosão de países. Cada região cultural terá, pelo menos, um. E, eventualmente, haverá tantos e serão tão pequenos que não parecerão países. Haverá muitos e serão micro-poderes.
E, nesse mundo de micro-poderes, ao invés de estarmos separados ou unidos pela geografia, etnogenia ou pela cor da nossa pele, estaremos undidos por culturas. Às vezes, serão culturas tradicionais (unidos por idiomas e religião) e às vezes serão culturas menos tradicionais (unidos por gestos, músicas ou por computadores)Ou pela água?. Não se formarão alianças baseadas na nacionalidade. As alianças se formarão baseadas em coisas que nos importam pessoalmente. É o personalismo do capitalismo dentro do nacionalismo.
Os cristãos foram excluidos do Império Romano, os bárbaros também, foram excluidos. Porém, conseguiram transformar as sociedades forjando novas relações e inserindo-se nelas como cidadãos plenos. Até quando os trabalhadores da nossa região serão exluidos pelo sistema imposto da sua cidadania?
O desequilibrio social, atualmente é tão grande (metade da população é de pobres e um terço é de miseráveis), que afetará a construção da nacionalidade e, ao se ampliar a distância entre ricos e pobres, estará, também, bloqueando o desenvolvimento da cidadania; os sentimentos de identidade, igualdade e solidariedade que devariam ser compartilhados pelos membros de uma nação, com base no passado (heróis, mitos e positivismos). Vão resultar numa generalizada perspectiva, nesta ordem:primeiro, o empobrecimento;segundo, a exclusão (migração); terceiro, a explosão de ressentimento; e quarto a violência e a desordem social vão tomar conta.
Nesta descriminação social, entre ricos e pobres, afeta, ainda, a retomada do crescimento econômico, já que a pobreza bloqueia os avanços da terceira revolução industrial, o baixo grau de instrução da população dificulta a difusão das novas tecnologias; a enorme massa de excluídos não favorece a ampliação da produção e do consumo; a exclusão leva ao desinteresse e a pequena participação dos trabalhadores nos seus mercados de negociações da venda de seu produto, ou seja, a venda da mão-de-obra pelos seus sindicatos. Atualmente, e pela automação em grande escala, produto reflexo da globalização da 3ª Revolução Industrial, a mão-de-obra barata do sul do RS, ficou sem relevância e não terá comprador.
Sobre nós etc & tal. (Parte II)
Numa análise prática sobre o gaúcho da Campanha com bombacha, chimarrão de cuia pequena com erva pura folha, e mil apetrechos de nossa região. Podemos notar uma grande diferença com o gaúcho de uma região colonial, por exemplo, os do norte, mais se identificam com seus hábitos locais, ligados a uma cultura alemã e italiana, naturalmente. No entanto, essas pessoas legitimam o gaúcho com o símbolo do Estado.
Muitas pessoas vivem em contradições de expressões gaúchas, ou seja, vivem uma coisa, mas aceitam outra como sua identidade. Um exemplo, é da que muitas pessoas quando saem do Estado, fazem churrasco, e ouvem músicas gauchescas, coisas que eles não fazem em sua cidade.
Outros, até sentem-se mal quando as pessoas de fora cobram os hábitos que eles não cultivam, o que faz com que eles sintam-se mal com a situação.
Aqui, em nossa região, o caráter prático deste comentário é diferente. A identidade é maior. Começando com as distâncias das cidades entre si, mostrando a paisagem agropecúaria das coxilhas e as próprias cidades que em sua arquitetura em muitas delas mais parece com um grande estância.
A identidade regional gaúcha fundamenta-se mais em determinadas áreas do RS, como a nossa, através da figura criada do gaúcho. Baseado nesse regionalismo a burguesia latifundiária tornou seus valores hegemônicos no Estado.
Enfim, a identidade que temos e não questionamos leva a uma legitimação do latifúndio. A construção do latifúndio só é possível quando sua mão-de-obra servil e barata se manifesta na cabeça de pessoas como uma contradição. Historicamente, este processo serviu para a manutenção dos atrasos positivistas ou New positivistas do poder do setor burgués pecuarista
do Estado. Resta saber, até quando a identidade criada do gaúcho servirá para a manutenção do poder de alguns e o atraso encubado da massa operária da campanha, que na maioria das vezes quando ainda jovem é obrigada a sair de seu espaço deixando os seus, para arrumar um espaço social que lhe de mais condições de vida em outras regiões que a sua.
Muitas pessoas vivem em contradições de expressões gaúchas, ou seja, vivem uma coisa, mas aceitam outra como sua identidade. Um exemplo, é da que muitas pessoas quando saem do Estado, fazem churrasco, e ouvem músicas gauchescas, coisas que eles não fazem em sua cidade.
Outros, até sentem-se mal quando as pessoas de fora cobram os hábitos que eles não cultivam, o que faz com que eles sintam-se mal com a situação.
Aqui, em nossa região, o caráter prático deste comentário é diferente. A identidade é maior. Começando com as distâncias das cidades entre si, mostrando a paisagem agropecúaria das coxilhas e as próprias cidades que em sua arquitetura em muitas delas mais parece com um grande estância.
A identidade regional gaúcha fundamenta-se mais em determinadas áreas do RS, como a nossa, através da figura criada do gaúcho. Baseado nesse regionalismo a burguesia latifundiária tornou seus valores hegemônicos no Estado.
Enfim, a identidade que temos e não questionamos leva a uma legitimação do latifúndio. A construção do latifúndio só é possível quando sua mão-de-obra servil e barata se manifesta na cabeça de pessoas como uma contradição. Historicamente, este processo serviu para a manutenção dos atrasos positivistas ou New positivistas do poder do setor burgués pecuarista
do Estado. Resta saber, até quando a identidade criada do gaúcho servirá para a manutenção do poder de alguns e o atraso encubado da massa operária da campanha, que na maioria das vezes quando ainda jovem é obrigada a sair de seu espaço deixando os seus, para arrumar um espaço social que lhe de mais condições de vida em outras regiões que a sua.
domingo, 26 de julho de 2009
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu Rocha Filho (Parte I)
O Tradicionalismo no Rio Grande do Sul, foi a grande ponte do regionalismo gaúcho para a fixação de uma manifestação de identidade de base territorial para os Republicanos/Liberais rio-grandensesna unidade regional no final do séc. XIX. Isto é possível ver quando as primeiras entidades tradicionalistas Gaúchas surgem na República:a primeira, o Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, de 1898, fora fundada pelos republicanos e positivistas, entre eles, João Cezimbra Jacques.
Os positivistas da época, com seus símbolos, hinos, monumentos e bandeiras, e toda a sua simbologia do sistema político, na formação das almas do imaginário da República no Brasil.Então, dirigida por oligarquías caudilheiras afastava o povo das ondas revolucíonárias dessa época no Brasil e no RS, mais ainda. Porém, incentivavam a produção literária regional enfatizando a originalidade do Rs e seu papel de destaque na Federação brasileira.
O tradicionalismo passaria por avanços e recuos até que, no final da década de 1940, época em que o Rio Grande era o celeiro do Brasil. Surgiu o primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG), agora evoluindo de modo mais autônomo em relação ao Estado e as elites regionais.Desde então, o tradicionalismo, tornou-se uma cultura de massas no Estado e mesmo fora dele, nas áreas de imigrações gaúchas.
Contudo, apesar da maior autonomia do movimento tradicionalista, e mesmo nos períodos centralizadores e autoritários da vida política nacional, a construção ideológica da Identidade gaúcha continuou, na campanha, até hoje as manifestações positivistas ortodoxas, retrógradas e centralizadoras para a atualidade, barram os avanços sociais e condundem uma verdadeira identidade gaúcha, continuando como orfão das lideranças que sempre foi. Tendo como exemplo a palavra gaúcho que é o termo Quéchua, que significa orfão e deixa de lado outra palavra, também, da mesma origem que é auracana que significa esperto e astuto.
Estas manifestações de intelectuais atrasados, que se apoiam em elementos da realidade e elaboram uma perspectiva da classe dominante, para a qual eles trabalham. Na visão geral é um sistema ideológico que envolve o cidadão, fazendo com que ele aceite esses fatos como naturais, sem importância e inquestionáveis.
De tal forma, concluimos que o ideário gaúcho foi algo construído. E como no diz Gramsci e outros autores, ele não é absolutamente irreal, ele está baseado em fatos existentes, mas foi elaborado segundo os interesses da classe dominante. Desta forma a nossa identidade romântica foi construida e mais exclui do que inclui.
O discurso de identidade do Brasil hoje em dia confunde mais ainda quem é gaúcho ou não. Nos anos 70, os programas incentivadores do milagre econômico para a expansão da cultura exportadora da soja, expandiu a migração aventureira dos nortistas do RS, para áreas de solos ácidos e de clima tropical nos cerrados do Brasil Central. Não só os do norte do RS, como o resto da região sul do Brasil (Santa Catarina e Paraná), partiram nesta diáspora, criando novos municípios, buscando exercer o seu poder político e econômico, deixando de lado, então, o verdadeiro gaúcho, transpondo esta identidade para toda a região sul, já que os típicos gaúchos criados pelos manipuladores maquiavélicos para a defesa do positivismo eram o gaúcho do espaço do Pampa ou campanha gaúcha, na área fronteiriça do RS com o Uruguai e Argentina, onde viviam os pecuaristas donos do estado até 1940, descendentes de portugueses, índigenas e espanhóis, herdeiros de grandes concessões coloniais e propietários de grandes latifúndios.
Na bagagem desta caravana de identidade é carregado a milhares de kilómetros a difusão dos CTGs (Centros de Tradições Gaúchas) e Igreja Luterana, esta bagagem religiosa é típica das expansões capitalistas dos Anglo-Saxões, quando do período colonialista.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho é considerado hoje um dos movimentos culturais mais organizados e dinâmicos, com cerca de 2 milhões de filiados e centros inclusive, fora do país, em cidades com razoável número de imigrantes sulistas, como Loa Angeles, Nova York, Londres e Osaka. Já há quem ouse falar em nação gaúcha.
As migrações são um mecanismo de ajuste destinado a eliminar os desequilibrios entre regiões ou setores econômicos onde haja excedentes de mão-de-obra e aqueles onde haja falta. Seriam fluxos entre áreas. Fruto das diferenças entre as áreas, as migrações conduziriam à eliminação das diferenças, quer dizer, as migrações seriam resultado dos desequilíbrios socioeconômicos no espaço e, ao mesmo tempo, atuariam como fator de correção desses desequilíbrios.
Desta forma a Identidade do Sul do RS, como os do Norte do Estado estão a se esvaziar nesta rede migratória. Os do Sul, por falta de investimentos, são obrigados a sair de seu espaço por falta de investimentos das elites pecuaristas e os do norte, também, são obrigados a partir por haver excesso de pessoal em uma determinada área.
A falta de decisão política de investimento esta criando na identidade gaúcha, uma massa de expatriados e auto asilados sociais, em busca de dias melhores.
Neste novo desenho espacial das migrações no mundo Liberal, duas são as questões da produção:concentração capitalista e mercado consumidor. Infelizmente a Metade Sul do RS não possui nem um, nem outro.
Os positivistas da época, com seus símbolos, hinos, monumentos e bandeiras, e toda a sua simbologia do sistema político, na formação das almas do imaginário da República no Brasil.Então, dirigida por oligarquías caudilheiras afastava o povo das ondas revolucíonárias dessa época no Brasil e no RS, mais ainda. Porém, incentivavam a produção literária regional enfatizando a originalidade do Rs e seu papel de destaque na Federação brasileira.
O tradicionalismo passaria por avanços e recuos até que, no final da década de 1940, época em que o Rio Grande era o celeiro do Brasil. Surgiu o primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG), agora evoluindo de modo mais autônomo em relação ao Estado e as elites regionais.Desde então, o tradicionalismo, tornou-se uma cultura de massas no Estado e mesmo fora dele, nas áreas de imigrações gaúchas.
Contudo, apesar da maior autonomia do movimento tradicionalista, e mesmo nos períodos centralizadores e autoritários da vida política nacional, a construção ideológica da Identidade gaúcha continuou, na campanha, até hoje as manifestações positivistas ortodoxas, retrógradas e centralizadoras para a atualidade, barram os avanços sociais e condundem uma verdadeira identidade gaúcha, continuando como orfão das lideranças que sempre foi. Tendo como exemplo a palavra gaúcho que é o termo Quéchua, que significa orfão e deixa de lado outra palavra, também, da mesma origem que é auracana que significa esperto e astuto.
Estas manifestações de intelectuais atrasados, que se apoiam em elementos da realidade e elaboram uma perspectiva da classe dominante, para a qual eles trabalham. Na visão geral é um sistema ideológico que envolve o cidadão, fazendo com que ele aceite esses fatos como naturais, sem importância e inquestionáveis.
De tal forma, concluimos que o ideário gaúcho foi algo construído. E como no diz Gramsci e outros autores, ele não é absolutamente irreal, ele está baseado em fatos existentes, mas foi elaborado segundo os interesses da classe dominante. Desta forma a nossa identidade romântica foi construida e mais exclui do que inclui.
O discurso de identidade do Brasil hoje em dia confunde mais ainda quem é gaúcho ou não. Nos anos 70, os programas incentivadores do milagre econômico para a expansão da cultura exportadora da soja, expandiu a migração aventureira dos nortistas do RS, para áreas de solos ácidos e de clima tropical nos cerrados do Brasil Central. Não só os do norte do RS, como o resto da região sul do Brasil (Santa Catarina e Paraná), partiram nesta diáspora, criando novos municípios, buscando exercer o seu poder político e econômico, deixando de lado, então, o verdadeiro gaúcho, transpondo esta identidade para toda a região sul, já que os típicos gaúchos criados pelos manipuladores maquiavélicos para a defesa do positivismo eram o gaúcho do espaço do Pampa ou campanha gaúcha, na área fronteiriça do RS com o Uruguai e Argentina, onde viviam os pecuaristas donos do estado até 1940, descendentes de portugueses, índigenas e espanhóis, herdeiros de grandes concessões coloniais e propietários de grandes latifúndios.
Na bagagem desta caravana de identidade é carregado a milhares de kilómetros a difusão dos CTGs (Centros de Tradições Gaúchas) e Igreja Luterana, esta bagagem religiosa é típica das expansões capitalistas dos Anglo-Saxões, quando do período colonialista.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho é considerado hoje um dos movimentos culturais mais organizados e dinâmicos, com cerca de 2 milhões de filiados e centros inclusive, fora do país, em cidades com razoável número de imigrantes sulistas, como Loa Angeles, Nova York, Londres e Osaka. Já há quem ouse falar em nação gaúcha.
As migrações são um mecanismo de ajuste destinado a eliminar os desequilibrios entre regiões ou setores econômicos onde haja excedentes de mão-de-obra e aqueles onde haja falta. Seriam fluxos entre áreas. Fruto das diferenças entre as áreas, as migrações conduziriam à eliminação das diferenças, quer dizer, as migrações seriam resultado dos desequilíbrios socioeconômicos no espaço e, ao mesmo tempo, atuariam como fator de correção desses desequilíbrios.
Desta forma a Identidade do Sul do RS, como os do Norte do Estado estão a se esvaziar nesta rede migratória. Os do Sul, por falta de investimentos, são obrigados a sair de seu espaço por falta de investimentos das elites pecuaristas e os do norte, também, são obrigados a partir por haver excesso de pessoal em uma determinada área.
A falta de decisão política de investimento esta criando na identidade gaúcha, uma massa de expatriados e auto asilados sociais, em busca de dias melhores.
Neste novo desenho espacial das migrações no mundo Liberal, duas são as questões da produção:concentração capitalista e mercado consumidor. Infelizmente a Metade Sul do RS não possui nem um, nem outro.
II Sé de los cuentos
Yo no sé muchas cosas, es verdad.
Digo tan solo lo que he visto.
Y he visto:
Que la cuna del hombre la mecen con cuentos...
Que los gritos de angustia del hombre los ahogan con cuentos...
Que el llanto del hombre lo taponan con cuentos...
Que los huesos del hombre los entierran con cuentos.
Y que el miedo del hombre...
ha inventado todos los cuentos.
Yo sé muy pocas cosas, es verdad.
Pero me han dormido con todos los cuentos...
Y sé todos los cuentos.
Un signo quiero un signo!
POEMAS HISPANOAMERICANOS DE AYER Y DE HOY
León Felipe
"Antologia rota"
Dirección y Selección Ernesto Sábato - Editorial Losada
Digo tan solo lo que he visto.
Y he visto:
Que la cuna del hombre la mecen con cuentos...
Que los gritos de angustia del hombre los ahogan con cuentos...
Que el llanto del hombre lo taponan con cuentos...
Que los huesos del hombre los entierran con cuentos.
Y que el miedo del hombre...
ha inventado todos los cuentos.
Yo sé muy pocas cosas, es verdad.
Pero me han dormido con todos los cuentos...
Y sé todos los cuentos.
Un signo quiero un signo!
POEMAS HISPANOAMERICANOS DE AYER Y DE HOY
León Felipe
"Antologia rota"
Dirección y Selección Ernesto Sábato - Editorial Losada
Endereços para pesquisas
www.sambapaulista.com.br (história do samba)
www.ufscar.br (núcleo de estudos afro-brasileiros)
www.kreateva.com.br www.tokecrie.com.br (atividades com eva)
www.scielo.br (ciência e saúde)
www.abcaids.com.br (informação sobre aids)
www.palmares.gov.br (informação sobre Zumbi)
www.radiobras.gov.br/sinopses (todos os jornais)
www.estudantes.com.br (literatura portuguesa)
www.ufscar.br (núcleo de estudos afro-brasileiros)
www.kreateva.com.br www.tokecrie.com.br (atividades com eva)
www.scielo.br (ciência e saúde)
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