A Escola da Ponte
Rubem Alves
Encantado, continuei a explorar o espaço da Escola da Ponte - espaço que eu nunca havia imaginado - e notem que minha imaginação é muito fértil! A menina que me guiava apontou para um computador num canto da sala imensa: "É o computador do "Acho bom" e do "Acho mal". Quando nos sentimos contentes com algo, escrevemos no "Acho bom". Quando, ao contrário, nos sentimos infelizes, escrevemos no "Acho mal". Examinei o "Acho mal". A curiosidade é sempre espicaçada por coisas ruins. "Acho mal que o Tomás de estalos na cara da Francisca". Pensei: "Ah! Tomás! Tu estás perdido! Todos já sabem o que fazes! Se continuas, certamente terás de comparecer perante o Tribunal para dares conta dos teus atos." E, no "Acho bom" estão os louvores aos gestos e coisas boas. Treinamento dos olhos e da fala. O normal é que os olhos vejam mais as coisas ruins e que a boca tenha mais prazer em falar sobre elas. Mas lá, na Escola da Ponte, as crianças são convidadas a ver o bom, o bonito, o generoso, e a falar sobre eles. Tribunal...A menina me havia falado sobre problemas de disciplina. Para tais situações as crianças estabeleceram um tribunal. Aquele que desrespeita as regras de convivência por elas mesmas estabelecidas tem de comparecer perante esse tribunal. Sua primeira pena é pensar durante três dias sobre os seus atos. Depois ele retorna, para dizer o que pensou. Minha guia não me esclareceu sobre o que acontece com os impenitentes reincidentes. Mas o culpado fui eu: não perguntei.Aí fomos para o refeitório. Havia um grupo de alunos e professoras reunido à volta de uma mesa. "Estão a preparar a assembléia de hoje. Temos uma assembléia que se reúne semanalmente para tratar dos problemas da escola e para sugerir soluções. Aquele é o presidente", ela me disse, apontando para um menino.Ao fim do dia reuniu-se a assembléia. Fui convidado a falar alguma coisa. Havia levado comigo um carrinho, feito com uma lata de sardinha. Já escrevi sobre ele. Quando o vi pela primeira vez, numa exposição de brinquedos na Bahia, fiquei tão impressionado que a dona da exposição m?o ( Meu Deus! Fiquei infectado pela maneira portuguesa erudita de falar! Para quem não sabe: m?o = me + o ) deu como presente. Conversei com as crianças sobre o carrinho. O que me interessava não era o carrinho. Era o processo de sua produção. Brinquedo construído por um menino pobre que sonhava com um carrinho e não tinha dinheiro para comprar. Se fosse rico, era só pedir para o pai - ele compraria um carrinho eletrônico movido ao aperto de um botão, o que desenvolveria o dedo e atrofiaria a inteligência. Dinheiro demais é emburrecedor. Perguntei uma pergunta tola: " Em que loja se compra um carrinho assim?" Esperava a resposta óbvia: " Esse carrinho não se compra em lojas..." Uma menina levantou o dedo. O que ela disse me assombrou: "Esse carrinho se compra na loja das mãos". "Loja das mãos": ela me respondeu com poesia. Seguiu-se um periodo de perguntas. Pasmem: em nenhum momento qualquer aluno interrompeu o outro. Isso é lei que as crianças estabeleceram. Está escrito na lista de "Direitos e Deveres". Pensei que o senador Antônio Carlos Magalhães e o deputado Jader Barbalho deveriam fazer um estágio na Escola da Ponte. Quem desejava falar levantava na mão e aguardava a indicação do presidente. Às cinco horas o presidente falou: "Já está na hora de terminar. Vou dar a palavra para mais um colega e terminaremos." E assim foi. Ao final, vieram conversar comigo. Uma menina me perguntou: "Tens mirk?" Nem sei se é assim que se escreve. O fato é que eu nunca havia ouvido essa palavra. Ela me explicou: "Aquele programa de computador que permite que se converse. Quero conversar contigo..." Não. Eu não tinha mirk... Um menininho chegou à minha frente segurando um chaveiro: uma correntinha com um pequeno sino na ponta. Ficou olhando para mim. Perguntei: "E isso?" "Um presente para ti", respondeu. Não me esquecerei do Sérgio...Sei que vocês devem estar incrédulos. Como é possível uma escola assim, sem turmas, sem professores e aulas de português, geografia, ciências, história, em lugares e horas determinadas, de acordo com um programa, linha de montagem, com testes e conceitos ao final? Será que as crianças aprendem? Respondo fazendo uma pergunta: qual é a coisa mais difícil de ser ensinada, mais difícil de ser aprendida, quem ensina não sabe que está ensinando, quem aprende não sabe que está aprendendo e, ao final, a aprendizagem acontece sempre? É a linguagem. Não existe nada, absolutamente nada que se compare à linguagem em complexidade. No entanto, sem que haja qualquer ensino formal, sem que os que ensinam a falar - pai, mãe, tio, avô, irmãos - tenham tido aulas teóricas sobre a formação da linguagem, as crianças aprendem a falar.Imaginem que o ensino da linguagem se desse em escolas, segundo os moldes de linha de montagem que conhecemos: aulas de substantivos, aulas de adjetivos, aulas de verbos, aulas de sintaxe, aulas de pronúncia. O que aconteceria? As crianças não aprenderiam a falar. Por que é que a aprendizagem da linguagem é tão perfeita, sendo tão informal e tão sem ordem certa? Porque ela vai acontecendo seguindo a experiência vital da criança: o falar vai colado à experiência que está acontecendo no presente. Somente aquilo que é vital é aprendido. Por que é que, a despeito de toda pedagogia, as crianças têm dificuldades em aprender nas escolas? Porque nas escolas o ensinado não vai colado à vida. Isso explica o desinteresse dos alunos pela escola. Alguns me contestarão dizendo: "Mas o meu filho adora a escola!" Pergunto: Ele adora a escola por aquilo que está aprendendo ou por outras razões? Confesso não saber de um aluno que tenha prazer em conversar com os pais sobre aquilo que está aprendendo na escola. Explica também a indisciplina. Por que haveria uma criança de disciplinar-se, se aquilo que ela tem de aprender não é aquilo que o seu corpo deseja saber? E explica também a preguiça que sentem as crianças ao se defrontar com as lições de casa. Roland Barthes tem um delicioso ensaio sobre a preguiça. Segundo ele há dois tipos de preguiça. Um deles, abençoado, é a preguiça de quem está deitado na rede de barriga cheia. Não quer fazer nada porque na rede está muito bom. O outro tipo é a preguiça infeliz, ligado inseparavelmente à escola. O aluno se arrasta sobre a lição de casa. Não quer faze-la. A vida o está chamando numa outra direção mais alegre. Mas ele não tem alternativas. É obrigado a fazer a lição. Por isso ele se arrasta em sofrimento. O conhecimento é uma árvore que cresce da vida. Sei que há escolas que têm boas intenções, e que se esforçam para que isso aconteça. Mas as suas boas intenções são abortadas porque são obrigadas a cumprir o programa. Programas são entidades abstratas, prontas, fixas, com uma ordem certa. Ignoram a experiência que a criança está vivendo. Aí tenta-se, inutilmente, produzir vida a partir dos programas. Mas não é possível, a partir da mesa de anatomia, fazer viver o cadáver. O que vi na Escola da Ponte é o conhecimento crescendo a partir das experiências vividas pelas crianças.Aí vocês me perguntarão: "Mas o programa é cumprido?" Sobre isso falarei na próxima crônica.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
José Pacheco e A Escola da Ponte
A Escola da Ponte
Rubem Alves
Tudo começou acidentalmente num lugar de Portugal cujo nome eu nunca ouvira: Vila Nova de Famalicão. Posteriormente me ensinaram que era a cidade onde vivera Camilo Castelo Branco, romancista gigante de vida trágica. Menino ainda, li o seu livro "Amor de Perdição", evidentemente sem nada compreender. Li porque não tinha outra coisa para fazer e o livro estava lá, na estante do meu pai. Camilo se apaixonou por uma mulher casada que, por sua vez se apaixonou por ele, e os dois fugiram para viver um amor louco e criminoso. Naqueles tempos do século passado adultério era crime, o marido traído pôs a polícia ao encalço do sedutor que foi preso e passou anos na prisão - sem que o seu amor diminuísse. Imagino que o título do seu livro "Amor de Perdição" tenha sido inspirado por sua própria desgraça. Mas o marido finalmente morreu e os dois apaixonados viveram o resto de suas vidas na casa que pertencera ao marido. Velho, Camilo Castelo Branco ficou cego e foi abandonado pelos amigos. De tristeza, pôs um fim à sua vida. A casa é hoje um museu. Existe ali um "Centro de Formação Camilo Castelo Branco", dirigido pelo professor Ademar Santos. Pois há alguns anos atrás, por obra de uma brasileira que lá vive, chegou às mãos do professor Ademar um livrinho meu, velho e surrado, "Estórias de quem gosta de ensinar". O Ademar sentiu logo que éramos conspiradores de idéias, passou a caçar o que eu escrevia, descobrindo-me finalmente nas crônicas que publico aqui no Correio Popular aos domingos. Passamos a nos corresponder via e-mail e o "Centro de Formação Camilo Castelo Branco" acabou por convidar-me a lá passar uma semana. E foi o que fiz de 2 a 7 de maio. Eu já havia estado anteriormente em Portugal como turista, tendo conhecido monumentos, restaurantes e cidades. Dessa vez foi diferente. Conheci pessoas. Conversei com elas. Tive a recepção mais generosa e inteligente de toda a minha vida. Recepções generosas - isso é fácil: passeios, jantares, presentes, homenagens. Mas eu insisto no "inteligente". Cada ocasião era uma aprendizagem que me assombrava. Dentre elas a "Escola da Ponte". Pedi que o Ademar me desse explicações preliminares, antes da visita. Ele se recusou. Disse-me que explicações seriam inúteis. Eu teria de ver e experimentar. A "Escola da Ponte" é dirigida por José Pacheco, um educador de voz mansa e poucas palavras. Imaginei que ele seria meu guia e explicador. Ao invés disso ele chamou uma aluna de uns 10 anos que passava e disse: "Será que tu poderias mostras e explicar a nossa escola a este visitante?" Ela acenou que sim com um sorriso e passou a me guiar. Antes de entrar no lugar onde as crianças estavam ela parou para me dar a primeira explicação que tinha por objetivo, imagino, amenizar a surpresa.Aqui, quando a gente vai a uma escola, sabe o que vai encontrar: salas de aulas, em cada sala um professor, o professor ensinando, explicando a matéria prevista nos programas oficiais, as crianças aprendendo. A intervalos regulares soa uma campainha - sabe-se então que vai haver uma mudança - muda-se de matéria, freqüentemente muda-se de professor, pois há professores de matemática, de geografia, de ciências, etc., cada um ensinando a disciplina de sua especialidade. Já falei sobre isso na crônica passada: as linhas de montagem.É preciso imaginar o delicioso "portuguesh" que se fala em Portugal para sentir a música segura e tranqüila da fala da menina. "Nósh não têmosh, como nas outrash escolash (daqui para frente escreverei do jeito normal...) salas de aulas. Não temos classes separadas, 1º ano, 2º ano, 3º ano... Também não temos aulas, em que um professor ensina a matéria. Aprendemos assim: formamos pequenos grupos com interesse comum por um assunto, reunimo-nos com uma professora e ela, conosco, estabelece um programa de trabalho de 15 dias, dando-nos orientação sobre o que deveremos pesquisar e os locais onde pesquisar. Usamos muito os recursos da Internet. Ao final dos 15 dias nos reunimos de novo e avaliamos o que aprendemos. Se o que aprendemos foi adequado, aquele grupo se dissolve, forma-se um outro para estudar outro assunto."Ditas essas palavras ela abriu a porta e, ao entrar, o que vi me causou espanto. Era uma sala enorme, enorme mesmo, sem divisões, cheia da mesinhas baixas, próprias para as crianças. As crianças trabalhavam nos seus projetos, cada uma de uma forma. Moviam-se algumas pela sala, na maior ordem, tranquilamente. Ninguém corria. Ninguém falava em voz alta. Em lugares assim normalmente se ouve um zumbido, parecido com o zumbido de abelhas. Nem isso se ouvia. Notei, entre as crianças, algumas com síndrome de Down que também trabalhavam. As professoras estavam assentadas com as crianças, em algumas mesas, e se moviam quando necessário. Nenhum pedido de silêncio. Nenhum pedido de atenção. Não era necessário.À esquerda da porta de entrada havia frases escritas com letras grandes, afixadas na parede. A menina explicou: " Aprendemos a ler lendo frases inteiras". Lembrei-me que foi assim que eu aprendi a ler. Minha primeira cartilha se chamava "O Livro de Lili". Na primeira página havia o desenho de uma menininha com o seguinte texto, que nunca esqueci: " Olhem para mim. / Eu me chamo Lili. / Eu comi muito doce. / Vocês gostam de doce? / Eu gosto tanto de doce!" Imaginei que a diferença, talvez, fosse que o texto do "Livro de Lili" tinha sido escrito por uma pessoa no seu escritório. E que as frases que se encontravam escritas na parede da "Escola da Ponte" eram frases propostas pelas próprias crianças, frases que diziam o que elas estavam vivendo. Aprendiam, assim, que a escrita serve para dizer a vida que cada um vive. Pensei que é assim que as crianças aprendem a falar. Elas aprendem palavras inteiras, pois somente palavras inteiras fazem sentido. Elas não aprendem os sons para depois juntar os sons em palavras. "Mas é importante saber as letras na ordem certa", ela continuou, "porque é assim que se aprende a ordem alfabética, necessária para o uso dos dicionários". ( Ela falava assim mesmo, não é invenção minha...)Notei, numa mesa ao lado, uma menina que escrevia e consultava um dicionário. Agachei-me para conversar com ela. " Você está procurando no dicionário uma palavra que você não sabe?" - perguntei. "Não, eu sei o sentido da palavra. Mas estou a escrever um texto para os miúdos e usei uma palavra que, penso, eles não conhecem. Como eles ainda não sabem a ordem alfabética e não podem consultar o dicionário, estou a escrever um pequeno dicionário ao pé da página do meu texto para que eles o compreendam." "Estou a escrever um texto para os miúdos" - foi o que ela disse. Na "Escola da Ponte" é assim. As crianças que sabem ensinam as crianças que não sabem. Isso não é exceção. É a rotina do dia a dia. A aprendizagem e o ensino são um empreendimento comunitário, uma expressão de solidariedade. Mais que aprender saberes, as crianças estão a aprender valores. A ética perpassa silenciosamente, sem explicações, as relações naquela sala imensa.Na outra parede encontrei dois quadros de avisos. Num deles estava afixada a frase: " Tenho necessidade de ajuda em...". E, no outro, a frase: " Posso ajudar em..." Qualquer criança que esteja tendo dificuldades em qualquer assunto coloca ali o assunto em que está tendo dificuldades e o seu nome. Um outro colega, vendo o pedido, vai ajudá-la. E qualquer criança que se ache em condições de ajudar em algum assunto, coloca ali o assunto em que se julga competente e o seu nome. Assim, vai-se se formando uma rede de relações de ajuda. Ando um pouco mais e encontro uma menina com síndrome de Down trabalhando com outras, numa mesinha. Ela trabalha de forma concentrada. Seu presença é uma presença igual à de todas as demais crianças: alguém que não sabe muitas coisas, que pode aprender muitas coisas. Acima de tudo ela aprende que ela tem um lugar importante na vida. Andando, vi um texto entitulado: " Direitos das crianças quanto à leitura". O primeiro direito rezava: "Toda criança tem o direito de não ler o livro de que não gosta." Ah!", pensei, " é possível que Jorge Luis Borges tenha andado por aqui..." Li depois, o texto dos "Direitos e Deveres", elaborados pelas próprias crianças. Dentre todos, o que mais me impressionou foi o que dizia assim: "Temos o direito de ouvir música na sala de trabalho para pensarmos em silêncio"...Nesse momento eu já estava encantado! No próxima coluna eu conto mais... -----
Rubem Alves
Tudo começou acidentalmente num lugar de Portugal cujo nome eu nunca ouvira: Vila Nova de Famalicão. Posteriormente me ensinaram que era a cidade onde vivera Camilo Castelo Branco, romancista gigante de vida trágica. Menino ainda, li o seu livro "Amor de Perdição", evidentemente sem nada compreender. Li porque não tinha outra coisa para fazer e o livro estava lá, na estante do meu pai. Camilo se apaixonou por uma mulher casada que, por sua vez se apaixonou por ele, e os dois fugiram para viver um amor louco e criminoso. Naqueles tempos do século passado adultério era crime, o marido traído pôs a polícia ao encalço do sedutor que foi preso e passou anos na prisão - sem que o seu amor diminuísse. Imagino que o título do seu livro "Amor de Perdição" tenha sido inspirado por sua própria desgraça. Mas o marido finalmente morreu e os dois apaixonados viveram o resto de suas vidas na casa que pertencera ao marido. Velho, Camilo Castelo Branco ficou cego e foi abandonado pelos amigos. De tristeza, pôs um fim à sua vida. A casa é hoje um museu. Existe ali um "Centro de Formação Camilo Castelo Branco", dirigido pelo professor Ademar Santos. Pois há alguns anos atrás, por obra de uma brasileira que lá vive, chegou às mãos do professor Ademar um livrinho meu, velho e surrado, "Estórias de quem gosta de ensinar". O Ademar sentiu logo que éramos conspiradores de idéias, passou a caçar o que eu escrevia, descobrindo-me finalmente nas crônicas que publico aqui no Correio Popular aos domingos. Passamos a nos corresponder via e-mail e o "Centro de Formação Camilo Castelo Branco" acabou por convidar-me a lá passar uma semana. E foi o que fiz de 2 a 7 de maio. Eu já havia estado anteriormente em Portugal como turista, tendo conhecido monumentos, restaurantes e cidades. Dessa vez foi diferente. Conheci pessoas. Conversei com elas. Tive a recepção mais generosa e inteligente de toda a minha vida. Recepções generosas - isso é fácil: passeios, jantares, presentes, homenagens. Mas eu insisto no "inteligente". Cada ocasião era uma aprendizagem que me assombrava. Dentre elas a "Escola da Ponte". Pedi que o Ademar me desse explicações preliminares, antes da visita. Ele se recusou. Disse-me que explicações seriam inúteis. Eu teria de ver e experimentar. A "Escola da Ponte" é dirigida por José Pacheco, um educador de voz mansa e poucas palavras. Imaginei que ele seria meu guia e explicador. Ao invés disso ele chamou uma aluna de uns 10 anos que passava e disse: "Será que tu poderias mostras e explicar a nossa escola a este visitante?" Ela acenou que sim com um sorriso e passou a me guiar. Antes de entrar no lugar onde as crianças estavam ela parou para me dar a primeira explicação que tinha por objetivo, imagino, amenizar a surpresa.Aqui, quando a gente vai a uma escola, sabe o que vai encontrar: salas de aulas, em cada sala um professor, o professor ensinando, explicando a matéria prevista nos programas oficiais, as crianças aprendendo. A intervalos regulares soa uma campainha - sabe-se então que vai haver uma mudança - muda-se de matéria, freqüentemente muda-se de professor, pois há professores de matemática, de geografia, de ciências, etc., cada um ensinando a disciplina de sua especialidade. Já falei sobre isso na crônica passada: as linhas de montagem.É preciso imaginar o delicioso "portuguesh" que se fala em Portugal para sentir a música segura e tranqüila da fala da menina. "Nósh não têmosh, como nas outrash escolash (daqui para frente escreverei do jeito normal...) salas de aulas. Não temos classes separadas, 1º ano, 2º ano, 3º ano... Também não temos aulas, em que um professor ensina a matéria. Aprendemos assim: formamos pequenos grupos com interesse comum por um assunto, reunimo-nos com uma professora e ela, conosco, estabelece um programa de trabalho de 15 dias, dando-nos orientação sobre o que deveremos pesquisar e os locais onde pesquisar. Usamos muito os recursos da Internet. Ao final dos 15 dias nos reunimos de novo e avaliamos o que aprendemos. Se o que aprendemos foi adequado, aquele grupo se dissolve, forma-se um outro para estudar outro assunto."Ditas essas palavras ela abriu a porta e, ao entrar, o que vi me causou espanto. Era uma sala enorme, enorme mesmo, sem divisões, cheia da mesinhas baixas, próprias para as crianças. As crianças trabalhavam nos seus projetos, cada uma de uma forma. Moviam-se algumas pela sala, na maior ordem, tranquilamente. Ninguém corria. Ninguém falava em voz alta. Em lugares assim normalmente se ouve um zumbido, parecido com o zumbido de abelhas. Nem isso se ouvia. Notei, entre as crianças, algumas com síndrome de Down que também trabalhavam. As professoras estavam assentadas com as crianças, em algumas mesas, e se moviam quando necessário. Nenhum pedido de silêncio. Nenhum pedido de atenção. Não era necessário.À esquerda da porta de entrada havia frases escritas com letras grandes, afixadas na parede. A menina explicou: " Aprendemos a ler lendo frases inteiras". Lembrei-me que foi assim que eu aprendi a ler. Minha primeira cartilha se chamava "O Livro de Lili". Na primeira página havia o desenho de uma menininha com o seguinte texto, que nunca esqueci: " Olhem para mim. / Eu me chamo Lili. / Eu comi muito doce. / Vocês gostam de doce? / Eu gosto tanto de doce!" Imaginei que a diferença, talvez, fosse que o texto do "Livro de Lili" tinha sido escrito por uma pessoa no seu escritório. E que as frases que se encontravam escritas na parede da "Escola da Ponte" eram frases propostas pelas próprias crianças, frases que diziam o que elas estavam vivendo. Aprendiam, assim, que a escrita serve para dizer a vida que cada um vive. Pensei que é assim que as crianças aprendem a falar. Elas aprendem palavras inteiras, pois somente palavras inteiras fazem sentido. Elas não aprendem os sons para depois juntar os sons em palavras. "Mas é importante saber as letras na ordem certa", ela continuou, "porque é assim que se aprende a ordem alfabética, necessária para o uso dos dicionários". ( Ela falava assim mesmo, não é invenção minha...)Notei, numa mesa ao lado, uma menina que escrevia e consultava um dicionário. Agachei-me para conversar com ela. " Você está procurando no dicionário uma palavra que você não sabe?" - perguntei. "Não, eu sei o sentido da palavra. Mas estou a escrever um texto para os miúdos e usei uma palavra que, penso, eles não conhecem. Como eles ainda não sabem a ordem alfabética e não podem consultar o dicionário, estou a escrever um pequeno dicionário ao pé da página do meu texto para que eles o compreendam." "Estou a escrever um texto para os miúdos" - foi o que ela disse. Na "Escola da Ponte" é assim. As crianças que sabem ensinam as crianças que não sabem. Isso não é exceção. É a rotina do dia a dia. A aprendizagem e o ensino são um empreendimento comunitário, uma expressão de solidariedade. Mais que aprender saberes, as crianças estão a aprender valores. A ética perpassa silenciosamente, sem explicações, as relações naquela sala imensa.Na outra parede encontrei dois quadros de avisos. Num deles estava afixada a frase: " Tenho necessidade de ajuda em...". E, no outro, a frase: " Posso ajudar em..." Qualquer criança que esteja tendo dificuldades em qualquer assunto coloca ali o assunto em que está tendo dificuldades e o seu nome. Um outro colega, vendo o pedido, vai ajudá-la. E qualquer criança que se ache em condições de ajudar em algum assunto, coloca ali o assunto em que se julga competente e o seu nome. Assim, vai-se se formando uma rede de relações de ajuda. Ando um pouco mais e encontro uma menina com síndrome de Down trabalhando com outras, numa mesinha. Ela trabalha de forma concentrada. Seu presença é uma presença igual à de todas as demais crianças: alguém que não sabe muitas coisas, que pode aprender muitas coisas. Acima de tudo ela aprende que ela tem um lugar importante na vida. Andando, vi um texto entitulado: " Direitos das crianças quanto à leitura". O primeiro direito rezava: "Toda criança tem o direito de não ler o livro de que não gosta." Ah!", pensei, " é possível que Jorge Luis Borges tenha andado por aqui..." Li depois, o texto dos "Direitos e Deveres", elaborados pelas próprias crianças. Dentre todos, o que mais me impressionou foi o que dizia assim: "Temos o direito de ouvir música na sala de trabalho para pensarmos em silêncio"...Nesse momento eu já estava encantado! No próxima coluna eu conto mais... -----
Jogos Didáticos de Matemática
Jogo: Banco Imobiliario
Material: cartolina, dado, 2 peões (tampinhas garrafa PET), fichas e dinherinho brinquedo.
Modo de Fazer: Desenhar na cartolina um tabuleiro de banco imobiliario.
Como Jogar: A medida que vão avançando no jogo os participantes encontrarão locais onde deverão gastar o dinheiro (lancheria, livraria, lojas, etc). No caminho também poderão encontrar fichas de sorte ou azar onde ganham ou perdem dinheiro. Vence quem tiver mais dinheiro no final do jogo.
Participantes: 2 jogadores (peões) e o Banco.
Jogo: Régua de contagem.
Material: EVA, cartolina.
Modo de Fazer: Cortar o EVA em quadrados de 10cm por 10cm.
Fazer quatro (4) cortes de 1cm na parte superior e inferior.
No centro quatro (4) cortes de 1cm por 1cm.
Escrever as letras M, C, D, U da esquerda para a direita.
Com a cartolina fazer tiras de 24cm de comprimento por 1cm de largura, contar 5cm e enumerar de 0 a 20 de cm em cm, encaixar as tiras nas fendas.
Material: cartolina, dado, 2 peões (tampinhas garrafa PET), fichas e dinherinho brinquedo.
Modo de Fazer: Desenhar na cartolina um tabuleiro de banco imobiliario.
Como Jogar: A medida que vão avançando no jogo os participantes encontrarão locais onde deverão gastar o dinheiro (lancheria, livraria, lojas, etc). No caminho também poderão encontrar fichas de sorte ou azar onde ganham ou perdem dinheiro. Vence quem tiver mais dinheiro no final do jogo.
Participantes: 2 jogadores (peões) e o Banco.
Jogo: Régua de contagem.
Material: EVA, cartolina.
Modo de Fazer: Cortar o EVA em quadrados de 10cm por 10cm.
Fazer quatro (4) cortes de 1cm na parte superior e inferior.
No centro quatro (4) cortes de 1cm por 1cm.
Escrever as letras M, C, D, U da esquerda para a direita.
Com a cartolina fazer tiras de 24cm de comprimento por 1cm de largura, contar 5cm e enumerar de 0 a 20 de cm em cm, encaixar as tiras nas fendas.
terça-feira, 28 de julho de 2009
A Paz Nasce No Lar
Você já se deu conta de que as guerras, tanto quando a violência, nas suas múltiplas faces, nascem dentro dos lares?
Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos.
Sim, porque quando o filho chega contando que um colega lhe bateu, os pais logo mandam que ele também bata no agressor.
Muitos pais ainda fazem mais, dizendo: "filho meu não traz desaforo para casa"; "se apanhar na rua, apanha em casa outra vez"!
Se o filho se queixa que alguém lhe xingou com palavrões, logo recebe a receita do revide: "faça o mesmo com ele". "vingue-se", "não deixe por menos".
Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: "tire dele, você é mais forte", "não seja bobo"!
Essas atitudes são muito comuns, e os filhos que crescem ouvindo essas máximas, só não aprendem a lição se tiverem alguma deficiência mental, ou se forem espíritos superiores, o que é raro na terra.
O que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos.
Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências.
Se, ao contrário, os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, não passe recibo para a agressividade, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima.
Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade da qual fazem parte.
Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha.
A paz só será uma realidade, quando os homens forem pacíficos, e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância.
Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também são adquiridos portas à dentro dos lares.
É o pai incentivando o filho a beber, a fumar, a se prostituir, das mais variadas formas.
É a mãe vestindo a filha com roupas que despertam a sensualidade, a vaidade, a leviandade.
Meninas, desde os três anos, já estão vestidas como se fossem moças, com roupas e maquiagens que as mães fazem questão de lhes dar.
Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade.
Então veremos o político agredindo o colega em frente às câmeras, medindo forças e perdendo a compostura.
Veremos a mulher vulgarizada, desvalorizada, exibindo o corpo para ser popular. Lamentavelmente muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam semeando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos.
Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito e tomar atitudes para mudar essa triste realidade.
É hora de compreender que se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar.
Jesus, nosso Irmão Maior, trouxe-nos a receita da paz.
Com Ele poderemos erguer-nos,
da treva à luz.
Da ignorância à sabedoria.
Do instinto à razão.
Da força ao direito.
Do egoísmo à fraternidade.
Da tirania à compaixão.
Da violência ao entendimento.
Do ódio ao amor.
Da extorsão à justiça.
Da dureza à piedade.
Do desequilíbrio à harmonia.
Do pântano ao monte.
Do lodo à glória.
Equipe de Redação do site www.momento.com.br,
com base em seminário proferido por Raul Teixeira,
no VI SIMPÓSIO PARANAENSE DE ESPIRITISMO,
no dia 27/05/03, e no cap. 61 do livro Pão Nosso, ed. FEB.
Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos.
Sim, porque quando o filho chega contando que um colega lhe bateu, os pais logo mandam que ele também bata no agressor.
Muitos pais ainda fazem mais, dizendo: "filho meu não traz desaforo para casa"; "se apanhar na rua, apanha em casa outra vez"!
Se o filho se queixa que alguém lhe xingou com palavrões, logo recebe a receita do revide: "faça o mesmo com ele". "vingue-se", "não deixe por menos".
Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: "tire dele, você é mais forte", "não seja bobo"!
Essas atitudes são muito comuns, e os filhos que crescem ouvindo essas máximas, só não aprendem a lição se tiverem alguma deficiência mental, ou se forem espíritos superiores, o que é raro na terra.
O que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos.
Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências.
Se, ao contrário, os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, não passe recibo para a agressividade, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima.
Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade da qual fazem parte.
Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha.
A paz só será uma realidade, quando os homens forem pacíficos, e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância.
Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também são adquiridos portas à dentro dos lares.
É o pai incentivando o filho a beber, a fumar, a se prostituir, das mais variadas formas.
É a mãe vestindo a filha com roupas que despertam a sensualidade, a vaidade, a leviandade.
Meninas, desde os três anos, já estão vestidas como se fossem moças, com roupas e maquiagens que as mães fazem questão de lhes dar.
Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade.
Então veremos o político agredindo o colega em frente às câmeras, medindo forças e perdendo a compostura.
Veremos a mulher vulgarizada, desvalorizada, exibindo o corpo para ser popular. Lamentavelmente muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam semeando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos.
Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito e tomar atitudes para mudar essa triste realidade.
É hora de compreender que se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar.
Jesus, nosso Irmão Maior, trouxe-nos a receita da paz.
Com Ele poderemos erguer-nos,
da treva à luz.
Da ignorância à sabedoria.
Do instinto à razão.
Da força ao direito.
Do egoísmo à fraternidade.
Da tirania à compaixão.
Da violência ao entendimento.
Do ódio ao amor.
Da extorsão à justiça.
Da dureza à piedade.
Do desequilíbrio à harmonia.
Do pântano ao monte.
Do lodo à glória.
Equipe de Redação do site www.momento.com.br,
com base em seminário proferido por Raul Teixeira,
no VI SIMPÓSIO PARANAENSE DE ESPIRITISMO,
no dia 27/05/03, e no cap. 61 do livro Pão Nosso, ed. FEB.
MARCHA MUNDIAL PELA PAZ E PELA NÃO-VIOLÊNCIA II
Por onde eu começo?
Não é nada complicado! Aqui vão algumas sugestões:
1) Convide pessoas à sua volta e busque um local para os encontros. Pode ser uma Associação, Escola, Biblioteca, Garagem, etc.2) Faça um primeiro encontro para informar aos convidados do que se trata a Marcha Mundial.
Depois, é importante ter pelo menos um dia de encontro periódico, para que outras pessoas interessadas possam começar a participar e os que assumiram funções possam se encontrar e conversar.
Como organizar um?
Para formar um comitê é necessário apenas ter um espaço e pessoas que possam estar disponíveis em horários fixos para atender os interessados em apoiar e participar.
Essa periodicidade é essencial para que o comitê possa ser uma referência clara de onde buscar a informação necessária.
A partir desses encontros, o conjunto de pessoas determinará que ações sejam mais adequadas à região em que estão situados, e o comitê também servirá como âmbito de para reuniões de articulação e planejamento dessas atividades.
Como pode funcionar um Comitê?
Com encontros semanais de 1h de duração, onde todas as pessoas que formam parte podem se colocar de acordo em ações, funções, prazos e em conjunto fazer um calendário para a semana.
Para que os comitês funcionem da forma mais potente possível, é interessante que esteja sempre aberto a mais proposta e iniciativas e que tenha pessoas cumprindo funções específicas para atender aos seguintes temas:- Difusão nos meios de comunicação locais;- Contato com as organizações sociais e políticas do local;- Contato com gráficas e comerciantes que possam colaborar com impressão de materiais e demais formas de difusão que façam com que a Marcha seja parte do cotidiano de todos aqueles que vivem, trabalham e estudam naquele local;
- Que as atividades sejam constantemente repassadas pelo comitê para a equipe da agência de notícias para que possamos nutrir o site central e demais blogs e matérias com muita informação, fotos e vídeos.
Que atividades dá para desenvolver?
Essas são apenas sugestões, mas sabemos que, a partir da formação dos comitês, uma diversidade imensa de ações e novas idéias irão colaborar ainda mais para esse painel. Se, no prazo de um ano, conseguir que a não-violência não seja apenas um conceito, mas um sentimento incorporado terá alcançado nossos objetivos.
Em uma época em de tanta instabilidade, é necessário atentar para o que colabora com a vida, senão ficamos paralisados no medo e na insegurança. Certamente, esse é uma causa pela qual vale a pena se dedicar.
- Distribuição massiva de materiais (cartazes, folhetos, flyers, cartões)
- Produção de programas para rádio e TVs locais.
- Adesão dos comerciantes, instituições e organizações da região.
- Gerar blogs, TV web, listas de email, difusão pelo Orkut, colocação de vídeos no youtube, criação de baners eletrônicos, envio massivo de emails.
- Campanha com os comerciantes do bairro para que coloquem explicitamente em suas fachadas baners com os dizeres “Nós apoiamos a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência”
- Promoção de palestras, exibição de vídeos, debates, painéis, oficinas e fóruns com o tema da Paz e a Não-Violência.
- Eventos em geral, como shows, saraus, festas, almoços, jantares
- No caso do comitê estar sediado em escolas, também sugerimos a criação de Conselhos Permanentes pela Não-Violência, que possam continuar pelos anos seguintes. Também há uma campanha pela inclusão da matéria “Formação pela Não-Violência” como prática optativa.
- Em universidades, além das atividades supracitadas, sugerimos a criação de Laboratórios de Estudos e Práticas de Não-Violência ativa, em que os alunos coloquem seus saberes adquiridos em função de projetos em prol de uma sociedade voltada às necessidades humanas, não apenas às do mercado.
O que é um Comitê Promotor da Marcha?
Os comitês são grupos de pessoas organizadas que querem participar ativamente da Campanha da Marcha Mundial. São formadas por pessoas, organizações, personalidades e comunidades, apontando a uma grande diversidade e respeitando crenças, formas, idade e gêneros.
Todos podem formar um comitê. Para isso, é só se juntar aos mais próximos para conseguir um espaço físico que possa sediar as atividades localmente. Os espaços de funcionamento podem ser em escolas, universidades, locais de trabalho, conjuntos comerciais, bairros e em organizações políticas, sociais e culturais.
Cada comitê funciona como uma referência de ativismo e como um espaço aberto a todos os interessados. Um lugar onde as pessoas que quiserem participar mais ativamente da Marcha Mundial poderão pegar materiais, participar de encontros, elaborarem projetos, e articular outras propostas.
Um comitê ativo se faz presente e existe porque as pessoas a sua volta tem referência no espaço, ou seja, ele não apenas sedia, mas também irradia a paz e da não-violência, e suas ações buscam um alcance cada vez maior, contando, inclusive, com os meios de comunicações locais.
Os comitês têm liberdade para criar e desenvolver diversas atividades que interessem ao grupo e à região onde se localiza, mas também estão sintonizados e apóiam as ações da equipe promotora internacional - que orienta a Marcha no âmbito global - e seguem os lineamentos e a direção geral da campanha e seu documento de fundação.
É importante que todos os comitês estejam sintonizados com os temas centrais da Marcha Mundial, que são:
- Conseguir o desmantelamento dos arsenais nucleares;
- Persuadir os governos a renunciar às guerras como meio para resolver conflitos;
- A redução progressiva e proporcional de armamentos;
- A assinatura de tratados de não-agressão entre países.
A Marcha Mundial é internacional porque hoje vivemos em um período histórico em que o mundo está intercomunicado, e qualquer ação em um ponto chega a todo o mundo. Por isso, os comitês da Marcha se estruturam como uma grande teia, integrados e sintonizados com as propostas essenciais da MM para que a sua mensagem seja tão potente que possa ser ouvida pelos governos. E que esses façam as mudanças necessárias para que tenhamos uma chance verdadeira de Paz, expressa em ações, não apenas em desejos.
Não é nada complicado! Aqui vão algumas sugestões:
1) Convide pessoas à sua volta e busque um local para os encontros. Pode ser uma Associação, Escola, Biblioteca, Garagem, etc.2) Faça um primeiro encontro para informar aos convidados do que se trata a Marcha Mundial.
Depois, é importante ter pelo menos um dia de encontro periódico, para que outras pessoas interessadas possam começar a participar e os que assumiram funções possam se encontrar e conversar.
Como organizar um?
Para formar um comitê é necessário apenas ter um espaço e pessoas que possam estar disponíveis em horários fixos para atender os interessados em apoiar e participar.
Essa periodicidade é essencial para que o comitê possa ser uma referência clara de onde buscar a informação necessária.
A partir desses encontros, o conjunto de pessoas determinará que ações sejam mais adequadas à região em que estão situados, e o comitê também servirá como âmbito de para reuniões de articulação e planejamento dessas atividades.
Como pode funcionar um Comitê?
Com encontros semanais de 1h de duração, onde todas as pessoas que formam parte podem se colocar de acordo em ações, funções, prazos e em conjunto fazer um calendário para a semana.
Para que os comitês funcionem da forma mais potente possível, é interessante que esteja sempre aberto a mais proposta e iniciativas e que tenha pessoas cumprindo funções específicas para atender aos seguintes temas:- Difusão nos meios de comunicação locais;- Contato com as organizações sociais e políticas do local;- Contato com gráficas e comerciantes que possam colaborar com impressão de materiais e demais formas de difusão que façam com que a Marcha seja parte do cotidiano de todos aqueles que vivem, trabalham e estudam naquele local;
- Que as atividades sejam constantemente repassadas pelo comitê para a equipe da agência de notícias para que possamos nutrir o site central e demais blogs e matérias com muita informação, fotos e vídeos.
Que atividades dá para desenvolver?
Essas são apenas sugestões, mas sabemos que, a partir da formação dos comitês, uma diversidade imensa de ações e novas idéias irão colaborar ainda mais para esse painel. Se, no prazo de um ano, conseguir que a não-violência não seja apenas um conceito, mas um sentimento incorporado terá alcançado nossos objetivos.
Em uma época em de tanta instabilidade, é necessário atentar para o que colabora com a vida, senão ficamos paralisados no medo e na insegurança. Certamente, esse é uma causa pela qual vale a pena se dedicar.
- Distribuição massiva de materiais (cartazes, folhetos, flyers, cartões)
- Produção de programas para rádio e TVs locais.
- Adesão dos comerciantes, instituições e organizações da região.
- Gerar blogs, TV web, listas de email, difusão pelo Orkut, colocação de vídeos no youtube, criação de baners eletrônicos, envio massivo de emails.
- Campanha com os comerciantes do bairro para que coloquem explicitamente em suas fachadas baners com os dizeres “Nós apoiamos a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência”
- Promoção de palestras, exibição de vídeos, debates, painéis, oficinas e fóruns com o tema da Paz e a Não-Violência.
- Eventos em geral, como shows, saraus, festas, almoços, jantares
- No caso do comitê estar sediado em escolas, também sugerimos a criação de Conselhos Permanentes pela Não-Violência, que possam continuar pelos anos seguintes. Também há uma campanha pela inclusão da matéria “Formação pela Não-Violência” como prática optativa.
- Em universidades, além das atividades supracitadas, sugerimos a criação de Laboratórios de Estudos e Práticas de Não-Violência ativa, em que os alunos coloquem seus saberes adquiridos em função de projetos em prol de uma sociedade voltada às necessidades humanas, não apenas às do mercado.
O que é um Comitê Promotor da Marcha?
Os comitês são grupos de pessoas organizadas que querem participar ativamente da Campanha da Marcha Mundial. São formadas por pessoas, organizações, personalidades e comunidades, apontando a uma grande diversidade e respeitando crenças, formas, idade e gêneros.
Todos podem formar um comitê. Para isso, é só se juntar aos mais próximos para conseguir um espaço físico que possa sediar as atividades localmente. Os espaços de funcionamento podem ser em escolas, universidades, locais de trabalho, conjuntos comerciais, bairros e em organizações políticas, sociais e culturais.
Cada comitê funciona como uma referência de ativismo e como um espaço aberto a todos os interessados. Um lugar onde as pessoas que quiserem participar mais ativamente da Marcha Mundial poderão pegar materiais, participar de encontros, elaborarem projetos, e articular outras propostas.
Um comitê ativo se faz presente e existe porque as pessoas a sua volta tem referência no espaço, ou seja, ele não apenas sedia, mas também irradia a paz e da não-violência, e suas ações buscam um alcance cada vez maior, contando, inclusive, com os meios de comunicações locais.
Os comitês têm liberdade para criar e desenvolver diversas atividades que interessem ao grupo e à região onde se localiza, mas também estão sintonizados e apóiam as ações da equipe promotora internacional - que orienta a Marcha no âmbito global - e seguem os lineamentos e a direção geral da campanha e seu documento de fundação.
É importante que todos os comitês estejam sintonizados com os temas centrais da Marcha Mundial, que são:
- Conseguir o desmantelamento dos arsenais nucleares;
- Persuadir os governos a renunciar às guerras como meio para resolver conflitos;
- A redução progressiva e proporcional de armamentos;
- A assinatura de tratados de não-agressão entre países.
A Marcha Mundial é internacional porque hoje vivemos em um período histórico em que o mundo está intercomunicado, e qualquer ação em um ponto chega a todo o mundo. Por isso, os comitês da Marcha se estruturam como uma grande teia, integrados e sintonizados com as propostas essenciais da MM para que a sua mensagem seja tão potente que possa ser ouvida pelos governos. E que esses façam as mudanças necessárias para que tenhamos uma chance verdadeira de Paz, expressa em ações, não apenas em desejos.
Sobre nós etc & tal. (Parte III B)
Assim, ambos os latifúndios contribuiram de maneira decisiva na formação destas sociedades que hoje somos parte.
Desta forma, neste empobrecimento quando falamos em sociedade pobre, automaticamente, nos vêem na cabeça a idéia de migrações de nordestinos perdidos pelo Brasil a fora. Porém, nos esquecemos que as atividades de nossa classe dominante foi a construtora desta exclusão que cada dia que passa mais aumenta.
Qualquer dia destes, vamos encontrara, Macanudo Taurino com uma mala de garupa nas costas rezando para o padinho padê Cícero.
Desta forma, neste empobrecimento quando falamos em sociedade pobre, automaticamente, nos vêem na cabeça a idéia de migrações de nordestinos perdidos pelo Brasil a fora. Porém, nos esquecemos que as atividades de nossa classe dominante foi a construtora desta exclusão que cada dia que passa mais aumenta.
Qualquer dia destes, vamos encontrara, Macanudo Taurino com uma mala de garupa nas costas rezando para o padinho padê Cícero.
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