Dominó.
Este jogo contém 28 peças de dominó, em algumas delas haverá contas de substração em outras haverá o resultado dessas contas. Para jogar basta que tenhamos de um a quatro jogadores. O jogo procederá da mesma forma que de um dominó comum, cada jogador deverá ter sete peças, se houver menos de quatro jogadores as outras peças ficaram a disposição para serem compradas.
Começará o jogo aquele que tiver uma peça que tenha o número zero em um dos lados, para saber quel é a próxima peça a ser jogada, é necessário fazer as contas que estão nas outras peças para ver ver de qual delas é aquele resultado, porém tem um detalhe que deve ser observado, assim como no dominó, deve-se obedecer a ordem das cores, ou seja, a conta que coincide com aquele resultado e vice-versa, a peça deve ser da mesma cor.
No caso de um deficiente visual, do outro lado da peça os números estão em Braille e as cores são diferenciadas por um sinal de diferente forma que há em cada peça.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu R. Filho (Final)
Cada vez mais as atividades culturais tornam-se um termômetro muito sensível, refletindo todo um comortamento social. O Brasil de hoje escancarou suas portas à dominação estrangeira. Isso se dá em todods os níveis, inclusive na cultura. Por isso, a cultura popular se manifesta através do lazer. Não é uma cultura de guerra, é uma cultura de festa, não é transformadora. Não podemo0s considerar nossa cultura como utilitária a ponto dela ter uma intenção de transformação imediata. Ela é feita, usufruída no momento (não temos contuinidade de discussão. Dona Maria e Seu José não participam da discussão, da montagem e dos reflexos que ela pode acontecer).
Devemos dar essas formas um conteúdo novo, e de forma científica; conhecer a ciência dessa transformação, dessa realidade. Essa deve ser a grande diversão do fazer, você discutir, participar de euma coisa que te mostra a tua realidade.
A arte tem que contribuir, num país ou região como a nossa, para a melhoria dessa situação. A arte tem que dar caminhos, e não obedecer ordens. A palavra do povo artista,(nosso desfile e Camereada) é a da transformação geral.
Cultura popular não é a cultura que o povo construiu para agradar o patrão. É a cultura que ele tem da sua libertação, da sua explosão como uma grande nação. Essa é a verdadeira cultura popular.
Nossa região (sul do RS e norte do Uruguai) sempre foi privilegiada pela globalização, primeiro foi a globalização linguistica e atualmente o contato com as mercadorias importadas pelos Free Shops.
Quanto a globalização linguística no início foram mantida as trocas de idiomas entre charruas, minuanos, guaranis e os espanhóis na dominação religiosa dos jesuitas, o que desde o começo e até mesmo pela doutrinação do clero impera a noção de nação no povo em formação.Portanto, a nação nestes campos surge anterior ao Estado, porque não existe naquele momento uma noção de classes sociais e sim de povo, fato provocado pela própria pregação socializadora dos jesuítas.
Após os jesuítas, os portugueses e suas bandeiras invadem nossos pampas em busca de índios e gado (chimarão). Assim, na luta pelas vacarias da Banda Norte, dos Pinhais e do Mar cabe a necessidade pela sobrevivência do homem a mistura dos idiomas guarani, português e espanhol.
A exploração do gado leva a construção dos saladeiros e, dessa forma a demanda pela mão-de-obra escrava. Portanto, a grande quantidade de europeus, amerindios e negros (angolanos, gongo outros), provoca a mesigenação (que caracteriza o "pelo duro" dos negros e os olhos puxados dos indígenas, como somos chamados no norte do RS)
O negro não participa muito na mistura linguística, até mesmo para manter uma resistência a dominação violenta. Porém, na mistura etnológica ele ou ela é obrigada pelo branco para a reprodução da mão-de-obra escrava.
A nossa identidade está intimamente ligada ao portunhol, até porque o portunhol como idioma ou dialeto é praticado pelas classes mais pobres, fato este, que pela nossa posição geográfica nos localiza nas periferias industriais (Porto Alegre e Montevideu), e em consequência existe, também, o empobrecimento de toda a nossa região.
Em todo caso, a língua não é um fim nela mesma é, uma ponte para novas culturas. Por isso, meu amigo do outro lado da linha divisória, deixa eu aprender a tua língua e dizer que ela é tão bonita quanto a minha.
Mais além, provavelmente muitos casos de fracassos nas séries iniciais, esteja associado a dificuldade que nossos jovens tem em dominar um idioma, que não o praticado no dia a dia.
A conturbação das cidades de Livramento e Rivera, isto é, de cidades que se aproximam, firmando uma sequência sem contudo se confundirem. Manifesta Rivera em sua arquitetura uma firte influência inglesa em suas casas, casas geralmente, sobrados com teto em telhas e janelas com a parte superior arredondada.
A organizãção produtiva das áreas baseadas na comercialização da carne, expressa a vinculação à expansão industrial inglesa e ao comércio mundial desse produto. A relação com espaço Platino, onde ao longo do século XIX e grande parte do século XX imperaram os capitais ingleses, o que indica claramente a escala de relação que deram o rumo para a formação regional e a organização do espaço nestas cidades.
Já do lado de Livramento as casas manifestam uma forte arquitetura de origem puramente gaúcha, principalmente nas vilas, onde impera as casas de cobertura baixas, no primário a manifestação se faz pela origem dos Ranchos de barro, cobertos de palhas. Um deles é a casa de taipa, de sopapa ou de tapona, onde a cobertura, de duas águas, é feita de santa-fé.
A o0rigem deste tipo de habitação não é importado como no caso de Rivera (inglesa), já que a habitação e nois primórdios do ciclo Luso-brasileiro, a idade do couro, era toda de couro cru.
E os próprios toldos dos indígenas locais, primitivamente tapados de esteiras, vieram a sofrer a influência do gado ali introduzido pelos descobridores. Daí surge a atual expressão, quando vamos ao Super Mercado fazer compras do mês dizemos: Vamos fazer um rancho.
O Professor Sirineu Rocha Filho ministra aulas de História e Geografia no Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Professor Liberato Salzano Viera Da Cunha da cidade de Sant´Ana do Livramento, Rio Grande do Sul - Brasil.
A cidade de Sant´Ana do Livramento junto com a cidade fronteiriça de Rivera (departamento de Rivera da República Oriental del Uruguay) fazem parte da chamada "Fronteira da Paz" única fronteira do mundo com livre acesso entre elas.
Obs.:Os textos postados até agora com o título "Sobre nós etc & tal" serão retirados dentro de um mês para correção e revisão junto com o autor. Portanto, aproveite esse tempo para ler os mesmos e enviar informações ou comentários que possam acrescentar e enriquecer ainda mais este material. Muito obrigado.
Devemos dar essas formas um conteúdo novo, e de forma científica; conhecer a ciência dessa transformação, dessa realidade. Essa deve ser a grande diversão do fazer, você discutir, participar de euma coisa que te mostra a tua realidade.
A arte tem que contribuir, num país ou região como a nossa, para a melhoria dessa situação. A arte tem que dar caminhos, e não obedecer ordens. A palavra do povo artista,(nosso desfile e Camereada) é a da transformação geral.
Cultura popular não é a cultura que o povo construiu para agradar o patrão. É a cultura que ele tem da sua libertação, da sua explosão como uma grande nação. Essa é a verdadeira cultura popular.
Nossa região (sul do RS e norte do Uruguai) sempre foi privilegiada pela globalização, primeiro foi a globalização linguistica e atualmente o contato com as mercadorias importadas pelos Free Shops.
Quanto a globalização linguística no início foram mantida as trocas de idiomas entre charruas, minuanos, guaranis e os espanhóis na dominação religiosa dos jesuitas, o que desde o começo e até mesmo pela doutrinação do clero impera a noção de nação no povo em formação.Portanto, a nação nestes campos surge anterior ao Estado, porque não existe naquele momento uma noção de classes sociais e sim de povo, fato provocado pela própria pregação socializadora dos jesuítas.
Após os jesuítas, os portugueses e suas bandeiras invadem nossos pampas em busca de índios e gado (chimarão). Assim, na luta pelas vacarias da Banda Norte, dos Pinhais e do Mar cabe a necessidade pela sobrevivência do homem a mistura dos idiomas guarani, português e espanhol.
A exploração do gado leva a construção dos saladeiros e, dessa forma a demanda pela mão-de-obra escrava. Portanto, a grande quantidade de europeus, amerindios e negros (angolanos, gongo outros), provoca a mesigenação (que caracteriza o "pelo duro" dos negros e os olhos puxados dos indígenas, como somos chamados no norte do RS)
O negro não participa muito na mistura linguística, até mesmo para manter uma resistência a dominação violenta. Porém, na mistura etnológica ele ou ela é obrigada pelo branco para a reprodução da mão-de-obra escrava.
A nossa identidade está intimamente ligada ao portunhol, até porque o portunhol como idioma ou dialeto é praticado pelas classes mais pobres, fato este, que pela nossa posição geográfica nos localiza nas periferias industriais (Porto Alegre e Montevideu), e em consequência existe, também, o empobrecimento de toda a nossa região.
Em todo caso, a língua não é um fim nela mesma é, uma ponte para novas culturas. Por isso, meu amigo do outro lado da linha divisória, deixa eu aprender a tua língua e dizer que ela é tão bonita quanto a minha.
Mais além, provavelmente muitos casos de fracassos nas séries iniciais, esteja associado a dificuldade que nossos jovens tem em dominar um idioma, que não o praticado no dia a dia.
A conturbação das cidades de Livramento e Rivera, isto é, de cidades que se aproximam, firmando uma sequência sem contudo se confundirem. Manifesta Rivera em sua arquitetura uma firte influência inglesa em suas casas, casas geralmente, sobrados com teto em telhas e janelas com a parte superior arredondada.
A organizãção produtiva das áreas baseadas na comercialização da carne, expressa a vinculação à expansão industrial inglesa e ao comércio mundial desse produto. A relação com espaço Platino, onde ao longo do século XIX e grande parte do século XX imperaram os capitais ingleses, o que indica claramente a escala de relação que deram o rumo para a formação regional e a organização do espaço nestas cidades.
Já do lado de Livramento as casas manifestam uma forte arquitetura de origem puramente gaúcha, principalmente nas vilas, onde impera as casas de cobertura baixas, no primário a manifestação se faz pela origem dos Ranchos de barro, cobertos de palhas. Um deles é a casa de taipa, de sopapa ou de tapona, onde a cobertura, de duas águas, é feita de santa-fé.
A o0rigem deste tipo de habitação não é importado como no caso de Rivera (inglesa), já que a habitação e nois primórdios do ciclo Luso-brasileiro, a idade do couro, era toda de couro cru.
E os próprios toldos dos indígenas locais, primitivamente tapados de esteiras, vieram a sofrer a influência do gado ali introduzido pelos descobridores. Daí surge a atual expressão, quando vamos ao Super Mercado fazer compras do mês dizemos: Vamos fazer um rancho.
O Professor Sirineu Rocha Filho ministra aulas de História e Geografia no Curso Normal do Instituto Estadual de Educação Professor Liberato Salzano Viera Da Cunha da cidade de Sant´Ana do Livramento, Rio Grande do Sul - Brasil.
A cidade de Sant´Ana do Livramento junto com a cidade fronteiriça de Rivera (departamento de Rivera da República Oriental del Uruguay) fazem parte da chamada "Fronteira da Paz" única fronteira do mundo com livre acesso entre elas.
Obs.:Os textos postados até agora com o título "Sobre nós etc & tal" serão retirados dentro de um mês para correção e revisão junto com o autor. Portanto, aproveite esse tempo para ler os mesmos e enviar informações ou comentários que possam acrescentar e enriquecer ainda mais este material. Muito obrigado.
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu R. Filho (Parte X)
A arte popular tem sido utilizada pelas elites dominantes para a continuidade de seu mandar. A cultura popular, por ser popular, evolui dialéticamente,(seja no sentido que for) e se transformam. Agora, quando o governo utiliza a arte popular para fomentar o turismo são péssimas, porque descaracteriza a arte num todo. Em todo caso, uma faca de dois gume:os agrupamentos folclóricos(CTGs, Galpões, Movimentos Nativos) vivem à mingua, triturados e esmagados pelo complexo econômico-financeiro, tendendo a desaparecer, neste caso. Se é ajudado, com fins turísticos, salva-se mas cai na degradação, quero dizer, diante de pessoas de outras classes sociais passa a representar, deixa de ser autêntico ou em parte conservando sua autenticidade como é atualmente.
Estas interrogações de hoje partem de um paralelo entre o nosso desfile do 20 de Setembro X o desfile de Carnaval das capitais brasileiras, que em grande parte perderam suas características. Agora, fica a grande pergunta. O que fazer? O que é mais importante? A preservação do nosso folclore ou a preservação descaracterizada de nossas entidades gauchescas?Enquanto os organismos responsáveis pela cultura popular, (Governo, Turismo, Entidades Folclóricas etc) não travarem uma discussão a este respeito de conservação ou evolução de nossa cultura, outras culturas paralelas podem naturalmente inflitrarem-se a descaracterizarem nossa cultura popular.
Estas interrogações de hoje partem de um paralelo entre o nosso desfile do 20 de Setembro X o desfile de Carnaval das capitais brasileiras, que em grande parte perderam suas características. Agora, fica a grande pergunta. O que fazer? O que é mais importante? A preservação do nosso folclore ou a preservação descaracterizada de nossas entidades gauchescas?Enquanto os organismos responsáveis pela cultura popular, (Governo, Turismo, Entidades Folclóricas etc) não travarem uma discussão a este respeito de conservação ou evolução de nossa cultura, outras culturas paralelas podem naturalmente inflitrarem-se a descaracterizarem nossa cultura popular.
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu R. Filho (Parte IX)
A fronteira é um mundo que muitas vezes parece uma prisão, ela possui sua própria linguagem, é um mundo de exclusão, um mundo aparte, um mundo em que o que fala mais alto e mais brusco leva vatagens. Nos seus costumes, uma pessoa de fora, se vestir-se na moda ou variar de roupa é visto como homosexual, se apresenta-se cabeludo é considerado drogado.
Este mundo região em que o uruguaio apresenta alto nível cultural eo Brasill o aplasta com suas redes globais e futebol, leva a derrubada da alta estima do forasteiro.
O desrespeito individual leva a falta de cidadania, então, desta forma muita coisa errada como: tráfico, roubo de carros, contrabando, abuso de adolecentes, sequestro de motos e carros etc. torna-se comuns na sociedade de fronteira, como sendo um "mumú" (linguagem usada para definir negócio ilícito, fácil). O caminho da denúncia social, o encaminhamento de erros para a correção não são presentes e terminam afetando a auto estima de um todo.
Este todo excluido é oprimido e não se transforma em estímulos para um progresso social dinâmico, que é o que o mundo atual exige.
Por isso, pela falta de querer um mais, é que a fronteira está entre a espada e o muro, não se transforma em progresso econômico e é cada vez mais achatada na sua conduta de um mundo região isolada.
O fato de intelectuais a serviço de classes dominantes elaborarem, numa forma ideológica o ideário gaúcho, durante muito tempo nada foi contestado de forma mais ampla. No entanto, o mecanismo de ajuste deste ideário, foi a imagem, cordial e hospitaleira da figura deste personagem.
Aqui em nossa região, onde o caráter prático da identidade criada é amior, fica uma pergunta:será que esta hospitalidade e cordialidade toda é verdadeira?
As grnades distâncias entr os latifúndios existentes na região da campanha, fazem e faziam com que as figuras, destes campos pampeanos, sintam-sesolitários e carentes de informação de um mundo não tão distante. Portanto, quando um forasteiro aparece é natural que ele seja gentil e hospitaleiro. Mas será ele gentil ou desconfiado, pronto para saber qual o objetivo da visita do forasteiro?
Esta desconfiança se dá pelo passado histórico de guerras e disputas territorias na região.
O mesmo acontece na forma urbanizada, onde pode acontecer com que um empresário venha de fora investir em nossa cidade e tenha toda a sua vida investigada, para saber se ele presta ou não presta como pessoa, ou como empresário. Ora, esta forma não é correta para tratarmos um futuro investidor. Pois desta forma, este aspecto cultural encrunhado em nossa epiderme, deve mudar, para que sejamos gentis de verdade e, não desconfiados. Retratando as falsas imagens criadas por intelectuais positivistas de outrora ou do presente.
Esta desconfiança é o preço da falsa imagem criada, para disfarçar o processo da criação do Estado, disputado por espanhóis e portugueses, que tiveram que pagar muitas vezes o patrimônio e o sangue levado para abastecer a formação deste Estado que se diz Nacional.
Definir cultura popular é muito complexo. Há diversas posições à respeito. Uma das posições é achar que qualquer produto cultural inspirado pela ideologia do povo seja em si um produto da cultura popular, mesmo que não venha das camadas populares.
Por outro lado, tem o grande tema: a televisão faz parte da cultura popular? Eu acho que sem dúvida que sim. Inclusive, ela é transformadora da cultura popular. Agora, se ela é cultura popular sendo antipopular é outra discussão. É cultura popular aquela que vem ou aquela que atinge as grandes massas populares?será que a obra, por ser aceita pelas grandes massas, é uma obra de cultura popular?
E o nosso desfile do 20 de Setembro, a nossa campereada é cultura popular?Será que estes eventos não estão a serviço de outra camada que não é a maioria, portanto, será ele popular?Mesmo sendo aceito pelas grandes massas.
Cultura popular é toda a manifestação que se coloca de uma forma inequívoca ao lado do povo e contra o opressor. Porém, existe tempo de confeção de cada tipo de arte a ser analisado.
O trabalho da cultura popular se faz na medida em que o povo discute vários aspectos da sua sociedade, inclusive e com mais força o aspecto econômico.
Primeiramente, a própria revolução farroupilha, que de revolução não tem nada, foi apenas a luta de uma camada abastada pela melhoria de preço do seu produto; onde quem parte para a luta do corpo a corpo, na defesa do produto do fazendeiro foram as camadas populares. Portanto, a comemoração em si não tem nada de popular.
Este mundo região em que o uruguaio apresenta alto nível cultural eo Brasill o aplasta com suas redes globais e futebol, leva a derrubada da alta estima do forasteiro.
O desrespeito individual leva a falta de cidadania, então, desta forma muita coisa errada como: tráfico, roubo de carros, contrabando, abuso de adolecentes, sequestro de motos e carros etc. torna-se comuns na sociedade de fronteira, como sendo um "mumú" (linguagem usada para definir negócio ilícito, fácil). O caminho da denúncia social, o encaminhamento de erros para a correção não são presentes e terminam afetando a auto estima de um todo.
Este todo excluido é oprimido e não se transforma em estímulos para um progresso social dinâmico, que é o que o mundo atual exige.
Por isso, pela falta de querer um mais, é que a fronteira está entre a espada e o muro, não se transforma em progresso econômico e é cada vez mais achatada na sua conduta de um mundo região isolada.
O fato de intelectuais a serviço de classes dominantes elaborarem, numa forma ideológica o ideário gaúcho, durante muito tempo nada foi contestado de forma mais ampla. No entanto, o mecanismo de ajuste deste ideário, foi a imagem, cordial e hospitaleira da figura deste personagem.
Aqui em nossa região, onde o caráter prático da identidade criada é amior, fica uma pergunta:será que esta hospitalidade e cordialidade toda é verdadeira?
As grnades distâncias entr os latifúndios existentes na região da campanha, fazem e faziam com que as figuras, destes campos pampeanos, sintam-sesolitários e carentes de informação de um mundo não tão distante. Portanto, quando um forasteiro aparece é natural que ele seja gentil e hospitaleiro. Mas será ele gentil ou desconfiado, pronto para saber qual o objetivo da visita do forasteiro?
Esta desconfiança se dá pelo passado histórico de guerras e disputas territorias na região.
O mesmo acontece na forma urbanizada, onde pode acontecer com que um empresário venha de fora investir em nossa cidade e tenha toda a sua vida investigada, para saber se ele presta ou não presta como pessoa, ou como empresário. Ora, esta forma não é correta para tratarmos um futuro investidor. Pois desta forma, este aspecto cultural encrunhado em nossa epiderme, deve mudar, para que sejamos gentis de verdade e, não desconfiados. Retratando as falsas imagens criadas por intelectuais positivistas de outrora ou do presente.
Esta desconfiança é o preço da falsa imagem criada, para disfarçar o processo da criação do Estado, disputado por espanhóis e portugueses, que tiveram que pagar muitas vezes o patrimônio e o sangue levado para abastecer a formação deste Estado que se diz Nacional.
Definir cultura popular é muito complexo. Há diversas posições à respeito. Uma das posições é achar que qualquer produto cultural inspirado pela ideologia do povo seja em si um produto da cultura popular, mesmo que não venha das camadas populares.
Por outro lado, tem o grande tema: a televisão faz parte da cultura popular? Eu acho que sem dúvida que sim. Inclusive, ela é transformadora da cultura popular. Agora, se ela é cultura popular sendo antipopular é outra discussão. É cultura popular aquela que vem ou aquela que atinge as grandes massas populares?será que a obra, por ser aceita pelas grandes massas, é uma obra de cultura popular?
E o nosso desfile do 20 de Setembro, a nossa campereada é cultura popular?Será que estes eventos não estão a serviço de outra camada que não é a maioria, portanto, será ele popular?Mesmo sendo aceito pelas grandes massas.
Cultura popular é toda a manifestação que se coloca de uma forma inequívoca ao lado do povo e contra o opressor. Porém, existe tempo de confeção de cada tipo de arte a ser analisado.
O trabalho da cultura popular se faz na medida em que o povo discute vários aspectos da sua sociedade, inclusive e com mais força o aspecto econômico.
Primeiramente, a própria revolução farroupilha, que de revolução não tem nada, foi apenas a luta de uma camada abastada pela melhoria de preço do seu produto; onde quem parte para a luta do corpo a corpo, na defesa do produto do fazendeiro foram as camadas populares. Portanto, a comemoração em si não tem nada de popular.
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu Rocha Filho (Parte VIII)
Quando pelas ruas de nossa cidade fazenda, o que mais vejo pelas vitrines das lojas que passo, são a carne humana pendurada, os braços cruzados dos vendedores, com o medo do desemprego expresso em seus olhares cansados. De tanto tempo de trabalho, tanto tempo, sem tempo para fazer dinheiro.
Leonardo Boff, faz um comentário: que em nossos dias, o mercado está celebrando mais sacrifícios humanos que os astecas em seu templo maior.
O produto das vitrines, se faz presente em uma quantidade muito grande. Portanto, o medo toma conta e, os salários cada vez são mais baixos, o poder de compra cada vez mais diminui.
A corrente começa a se formar, muita mão-de-obra, medo, desemprego, salários baixos, violência.
O direito do trabalho se reduz ao direito do quanto querem te pagar e nas condições que querem te impor. Atualmente, não existe no mundo mercadoria mais barata que a mão-de-obra. O medo toma conta de perder: perder o trabalho, perder o pouco do dinheiro necessário para sobreviver ao sul do Equador, perder a comida, perder a casa, não haverá exorcismo que nos salve da maldição do final do século.
Até os donos das lojas, os ganhadores, do nosso comércio local, poderão da noite para o dia, tornarse um perdedor, falido, um fracassado indigno do perdão do capital globalizado.
Quem se salvará do terror da desocupação?Quem não teme ser um náufrago das novas tecnologias? Um náufrago dos free-shops?
Qualquer um pode cair, em qualquer momento e em qualquer lugar. Em seus contratos a tecnologia não exige salários, nem férias, nem indenizações, nem 13º salários, nem salários desemprego etc.
Assim, como os mexicanos passam o rio bravo atrás de salários, os Uruguaios de nossa fronteira passam nossos marcos ao encontro de aluguel mais baixos, comida etc. E os nossos Brasileiros ricos dos whiskis e perfumes. É um verdadeiro carrocel, onde os cavalinhos do capitalismo são potros difíceis de ser domados.
Quem percorrer a fronteira urbana (Livramento/Rivera) de hoje fica muitas vezes surprendido com aspectos que se imagina existirem nos nossos dias unicamente em livros de história; e se atentar um pouco para eles, verá que traduzem fatos profundos e não são apenas reminiscências anacrônicas.
Na década de 60 e 70 o canal 10 de Rivera, era grande rede de comunicação, nesta época muitos dos da minha idade, aprenderam, sem querer a falar o espanhol. Porém, hoje, como a tempos atrás não adianta querer aprender uma das nossas duas línguas. Aqui exsitem um grande número de palavras que retratam um intercambio, de costumes maiores do que se pensa. Algukmas palavras, na ordem espanhol/portunhol/português: silla, sia, cadeira; oveja, ovêia, ovelha; vieja, véia, velha.
Assim, como as palavras, uma série de costumes, também se misturam, como: três beijos no cumprimento dos brasileiros e um beijo no costume uruguaio. Este fato, parece simples. No entanto, hoje, com a inversão das comunicações televisivas de outrora, atualmente é mais assistida a Globo pelos riverenses, e faz com que os uruguaios assimilassem mais os hábitos brasileiros, o inverso do que era em décadas passadas. Não só o fato dos beijos, mas é o começo para uma série de introdução a vícios de drogas, modificações morais e sociais, o sexo por exemplo e, até mesmo a AIDS.
Nos bairros Cuaró e Povo Novo, bairros de atividades operária, é justamente os bairros que residem o maior número de brasileiros em Rivera, e por incrível que pareça são os bairros onde existe umgrande consumo de drogas.
Neste terreno social, na maior parte dos exemplos, e no conjunto, em todo caso, atrás daquelas transformações que às vezes nos podem iludir, sente-se a presença de uma realidade já muito antiga que até nos admira de aí achar o nosso passado latifundário de exclusão social.
Ou quem sabe o futuro é diferente como o filme "EL baño del Papa", e a coisa toda se inverta.
Leonardo Boff, faz um comentário: que em nossos dias, o mercado está celebrando mais sacrifícios humanos que os astecas em seu templo maior.
O produto das vitrines, se faz presente em uma quantidade muito grande. Portanto, o medo toma conta e, os salários cada vez são mais baixos, o poder de compra cada vez mais diminui.
A corrente começa a se formar, muita mão-de-obra, medo, desemprego, salários baixos, violência.
O direito do trabalho se reduz ao direito do quanto querem te pagar e nas condições que querem te impor. Atualmente, não existe no mundo mercadoria mais barata que a mão-de-obra. O medo toma conta de perder: perder o trabalho, perder o pouco do dinheiro necessário para sobreviver ao sul do Equador, perder a comida, perder a casa, não haverá exorcismo que nos salve da maldição do final do século.
Até os donos das lojas, os ganhadores, do nosso comércio local, poderão da noite para o dia, tornarse um perdedor, falido, um fracassado indigno do perdão do capital globalizado.
Quem se salvará do terror da desocupação?Quem não teme ser um náufrago das novas tecnologias? Um náufrago dos free-shops?
Qualquer um pode cair, em qualquer momento e em qualquer lugar. Em seus contratos a tecnologia não exige salários, nem férias, nem indenizações, nem 13º salários, nem salários desemprego etc.
Assim, como os mexicanos passam o rio bravo atrás de salários, os Uruguaios de nossa fronteira passam nossos marcos ao encontro de aluguel mais baixos, comida etc. E os nossos Brasileiros ricos dos whiskis e perfumes. É um verdadeiro carrocel, onde os cavalinhos do capitalismo são potros difíceis de ser domados.
Quem percorrer a fronteira urbana (Livramento/Rivera) de hoje fica muitas vezes surprendido com aspectos que se imagina existirem nos nossos dias unicamente em livros de história; e se atentar um pouco para eles, verá que traduzem fatos profundos e não são apenas reminiscências anacrônicas.
Na década de 60 e 70 o canal 10 de Rivera, era grande rede de comunicação, nesta época muitos dos da minha idade, aprenderam, sem querer a falar o espanhol. Porém, hoje, como a tempos atrás não adianta querer aprender uma das nossas duas línguas. Aqui exsitem um grande número de palavras que retratam um intercambio, de costumes maiores do que se pensa. Algukmas palavras, na ordem espanhol/portunhol/português: silla, sia, cadeira; oveja, ovêia, ovelha; vieja, véia, velha.
Assim, como as palavras, uma série de costumes, também se misturam, como: três beijos no cumprimento dos brasileiros e um beijo no costume uruguaio. Este fato, parece simples. No entanto, hoje, com a inversão das comunicações televisivas de outrora, atualmente é mais assistida a Globo pelos riverenses, e faz com que os uruguaios assimilassem mais os hábitos brasileiros, o inverso do que era em décadas passadas. Não só o fato dos beijos, mas é o começo para uma série de introdução a vícios de drogas, modificações morais e sociais, o sexo por exemplo e, até mesmo a AIDS.
Nos bairros Cuaró e Povo Novo, bairros de atividades operária, é justamente os bairros que residem o maior número de brasileiros em Rivera, e por incrível que pareça são os bairros onde existe umgrande consumo de drogas.
Neste terreno social, na maior parte dos exemplos, e no conjunto, em todo caso, atrás daquelas transformações que às vezes nos podem iludir, sente-se a presença de uma realidade já muito antiga que até nos admira de aí achar o nosso passado latifundário de exclusão social.
Ou quem sabe o futuro é diferente como o filme "EL baño del Papa", e a coisa toda se inverta.
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu Rocha Filho (Parte VII)
Emquanto os novos assentamentos que chegam a nossa cidade reivindicam educação, transporte e desenvolvimento, mais tarde quando estas tornarem-se cidade programarão prioridades de investimentos de etrutura básica mínimas como: pavimentação, transportes e melhorias nos acessos vecinais, investimentos que respaldem suas comunidades e que permitirão o escoamento da produção agícola.
Em função disto, um dos argumentos que serão alegados estará justamente na gestão urbana em detrimento da atenção à área rural, expresso na falta de investimentos no campo e infra-estrutura periférica, como a viabilização de atendimento básico às comunidades agrárias. A insastifação das comunidades com o poder e a administração local, favorecidas pelo eleitorado, levará à mobilização política, coroada em suas reivindicações pelo providencial descasso da sede municipal. A apatia, a falta de articulações a ausência de lideranças expressivas que possa administrar as reivindicações populares também contribuirá para a futura perda de arrecadação no município mãe.
Não é possível analisar as dificuldades do município como o desemprego e o baixo desempenho agroindustrial em nível regional sem considerar as variáveis "macro econômicas" em nível nacional ou internacional em função da economia globalizada.
Esta questão de globalização é procedente, pois, conforme SCHAFFER (93), em função do Mercosul, a região fronteiriça deixa de ser marco de separação, limite ou fim do país para adquirir contornos de áreas de aproximação e permeabilidade, fato que os discursos e políticas públicas oficiais reforçam, considerando-se a metade sul do RS, assunto relevante na atual gestão administrativa. Os discursos públicos abordam a estratégia da implntação de infra-estrutura para equipar este espaço em transformação, contemplando a área com melhorias estruturais como a conclusão de obras rodoviárias, construção de pontes, dotação de energia elétrica e fomentando também a pesquisa e o diagnóstico para promover o desenvolvimento regional.
Em função disto, um dos argumentos que serão alegados estará justamente na gestão urbana em detrimento da atenção à área rural, expresso na falta de investimentos no campo e infra-estrutura periférica, como a viabilização de atendimento básico às comunidades agrárias. A insastifação das comunidades com o poder e a administração local, favorecidas pelo eleitorado, levará à mobilização política, coroada em suas reivindicações pelo providencial descasso da sede municipal. A apatia, a falta de articulações a ausência de lideranças expressivas que possa administrar as reivindicações populares também contribuirá para a futura perda de arrecadação no município mãe.
Não é possível analisar as dificuldades do município como o desemprego e o baixo desempenho agroindustrial em nível regional sem considerar as variáveis "macro econômicas" em nível nacional ou internacional em função da economia globalizada.
Esta questão de globalização é procedente, pois, conforme SCHAFFER (93), em função do Mercosul, a região fronteiriça deixa de ser marco de separação, limite ou fim do país para adquirir contornos de áreas de aproximação e permeabilidade, fato que os discursos e políticas públicas oficiais reforçam, considerando-se a metade sul do RS, assunto relevante na atual gestão administrativa. Os discursos públicos abordam a estratégia da implntação de infra-estrutura para equipar este espaço em transformação, contemplando a área com melhorias estruturais como a conclusão de obras rodoviárias, construção de pontes, dotação de energia elétrica e fomentando também a pesquisa e o diagnóstico para promover o desenvolvimento regional.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Sobre nós etc & tal. Prof Sirineu Rocha Filho (Parte VI)
A grande identidade regional gaúcha (política e cultural) e a existência de instituições regionais, juntas podemos concretizar como sendo um Estado região, o que têm possibilitado tanto a resolução de conflitos sociais internos como o encaminhamento das reivindicações regionais junto a Federação.
Mesmo com os constantes fluxos migratórios gaúcho para outras regiões do Brasil, sendo que em muitos casos não há um investimento estatal que faça os migrantes permanecerem neste novo ponto, mesmo assim, a sociedade gaúcha tem optado pela brasilidade. Políticos e intelectuais têm se mostrado conscientes quanto às possibilidades de desenvolvimento reservadas ao projeto nacional, ainda que atualmente este não esteja claro. E sem apoio destes, os grupos separatistas gaúchos têm pouco possibilidades de chegarem a um movimento regional popular.
Este movimentos, cometem erros táticos graves, quando salientam em suas facções, que já existe a construção de um Estado nacional gaúcho, sendo que estes deveriam enfatizar e defender um gradativo autonomismo regional, inclusive como forma de flexibilidade política.
O RS deve ter consciência de que sua influência política na federação somente apresentou frutos quando foi capaz de armar alianças de grande porte (como a Revolução de 30) e que tanto o novo pacto da federação como o possível desenvolvimento nacional, voltado para o desenvolvimento das regiões periféricas (Guerra Fiscal, indústrias dirigindo-se para a Bahia), exigem que se saia do isolacionismo político regional no qual o RS se encontra. Aproveitando o momento, Livramento também precisa sair do isolacionismo micro regional político, social e econômico e captar investimentos ou o último a sair vai ter que apagar a luz.
Parece que os atuais assentamentos, recentementes chegados a nossa cidade, vão fazer com que as distância entre os nossos municípios mais próximos (100km cada um em média), seja reduzidas, no contra ponto todo um aparato social será montado naturalmente, trazendo benefícios a um todo regional.
Mesmo com os constantes fluxos migratórios gaúcho para outras regiões do Brasil, sendo que em muitos casos não há um investimento estatal que faça os migrantes permanecerem neste novo ponto, mesmo assim, a sociedade gaúcha tem optado pela brasilidade. Políticos e intelectuais têm se mostrado conscientes quanto às possibilidades de desenvolvimento reservadas ao projeto nacional, ainda que atualmente este não esteja claro. E sem apoio destes, os grupos separatistas gaúchos têm pouco possibilidades de chegarem a um movimento regional popular.
Este movimentos, cometem erros táticos graves, quando salientam em suas facções, que já existe a construção de um Estado nacional gaúcho, sendo que estes deveriam enfatizar e defender um gradativo autonomismo regional, inclusive como forma de flexibilidade política.
O RS deve ter consciência de que sua influência política na federação somente apresentou frutos quando foi capaz de armar alianças de grande porte (como a Revolução de 30) e que tanto o novo pacto da federação como o possível desenvolvimento nacional, voltado para o desenvolvimento das regiões periféricas (Guerra Fiscal, indústrias dirigindo-se para a Bahia), exigem que se saia do isolacionismo político regional no qual o RS se encontra. Aproveitando o momento, Livramento também precisa sair do isolacionismo micro regional político, social e econômico e captar investimentos ou o último a sair vai ter que apagar a luz.
Parece que os atuais assentamentos, recentementes chegados a nossa cidade, vão fazer com que as distância entre os nossos municípios mais próximos (100km cada um em média), seja reduzidas, no contra ponto todo um aparato social será montado naturalmente, trazendo benefícios a um todo regional.
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